COP17 entra em fase decisiva com foco em financiamento de terras
Conferência em Ulaanbaatar busca recursos para restauração de solos, mas novos aportes ainda estão distantes da necessidade global estimada.
Pontos principais
- A COP17 iniciou sua semana final de negociações na Mongólia focada em mecanismos de financiamento para o combate à desertificação.
- Foram anunciados US$ 1,3 bilhão em novos recursos, valor abaixo do déficit anual de US$ 278 bilhões necessário para a restauração de solos.
- A Rangelands Flagship Initiative captou US$ 1,2 bilhão para a conservação de pastagens, enquanto o GEF destinou US$ 140 milhões para gestão de terras.
- A UNCCD lançou a rede Business4Land para incentivar o setor privado, que hoje representa apenas 6% do financiamento global para o setor.
A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia, entrou em sua semana decisiva com o desafio de viabilizar recursos financeiros para a restauração de solos e o enfrentamento de secas severas. Embora tenham sido anunciados US$ 1,3 bilhão em novos investimentos, o montante é considerado insuficiente diante da estimativa de um déficit anual de US$ 278 bilhões para metas globais de conservação. Entre os destaques, a Rangelands Flagship Initiative garantiu US$ 1,2 bilhão para pastagens, e o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) alocou US$ 140 milhões para programas de prevenção. Para tentar suprir a lacuna, a UNCCD lançou a rede Business4Land, visando aumentar a participação do setor privado, que atualmente responde por apenas 6% do financiamento total destinado à restauração de terras no mundo.
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