COP17 termina sem acordo global para o combate às secas
Falta de consenso entre grandes potências adia a criação de um regime internacional de enfrentamento à seca para a COP18, prevista para 2028.
Pontos principais
- A criação de um regime global contra secas foi adiada para 2028 devido à falta de consenso na COP17.
- Estados Unidos e União Europeia lideraram a oposição ao acordo, seguidos por países como Argentina, Chile e Paraguai.
- O Brasil defendeu a implementação do regime, mas concordou em manter o tema na agenda para futuras negociações.
- Arábia Saudita e Luxemburgo anunciaram aportes financeiros para iniciativas paralelas de combate à desertificação.
- A segunda fase do Observatório Internacional de Resiliência à Seca foi lançada com foco no uso de inteligência artificial.
A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) encerrou-se sem a definição de um acordo global para o enfrentamento das secas. O impasse foi motivado pela resistência de países como os Estados Unidos e membros da União Europeia, que contaram com o apoio de nações sul-americanas, incluindo Argentina, Chile e Paraguai. Diante da impossibilidade de consenso, a criação de um regime internacional para o tema foi postergada para a COP18, agendada para 2028. O Brasil, que apoiava a proposta, aceitou a continuidade das discussões em fóruns futuros. Apesar do revés diplomático, o evento registrou avanços em iniciativas paralelas, como a criação de novos fundos de financiamento com aportes da Arábia Saudita e de Luxemburgo. Além disso, foi apresentada a nova fase do Observatório Internacional de Resiliência à Seca, que utiliza machine learning para o monitoramento de riscos climáticos.
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