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Justiça suspende execuções contra Casas Bahia por 180 dias

Decisão visa conter corrida de credores e proteger o patrimônio da varejista, que busca reestruturar um passivo de R$ 17,3 bilhões.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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28/08 às 22:15 · atualizado 23:01

Pontos principais

  • A Justiça de São Paulo concedeu proteção judicial ao Grupo Casas Bahia por um período de 180 dias.
  • A medida suspende ações e execuções de dívidas para evitar o esvaziamento do patrimônio da empresa.
  • A decisão foi motivada por uma corrida de credores que resultou no bloqueio de R$ 9 milhões em poucos dias.
  • O BTG Pactual foi ordenado a restabelecer o acesso da varejista às suas contas correntes em até 24 horas.
  • Operadoras como Cielo, Getnet e Redecard devem liberar recebíveis retidos e cessar novas retenções.
  • O grupo declarou um passivo total de R$ 17,3 bilhões no processo de recuperação judicial.
  • Paralelamente, o conselho da empresa aprovou garantias de R$ 50 milhões ao Banco Digio para operações de crédito.

A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo determinou a suspensão de todas as ações e execuções contra o Grupo Casas Bahia por um prazo de 180 dias. A medida, assinada pela juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, visa conter uma intensa corrida de credores que, nos últimos dias, resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões das contas da varejista. A decisão busca garantir a preservação do patrimônio da companhia enquanto ela conduz o processo de reestruturação de seu passivo, que soma R$ 17,3 bilhões. Como parte da determinação, instituições financeiras e operadoras de cartões foram notificadas para liberar recursos retidos e restabelecer o acesso da empresa a suas contas correntes sob pena de multa diária. O movimento é considerado crucial para a manutenção das operações básicas do grupo durante a fase inicial da recuperação judicial. Em paralelo às questões judiciais, o conselho de administração da Casas Bahia aprovou recentemente a concessão de garantias superiores a R$ 50 milhões ao Banco Digio, visando assegurar a continuidade das operações de crédito voltadas aos seus clientes. A empresa enfrenta um cenário desafiador de liquidez e busca, através da blindagem judicial, estabilizar sua estrutura financeira para viabilizar a negociação com seus credores e garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

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