Justiça suspende cobranças contra Casas Bahia por 180 dias
Decisão visa conter corrida de credores e proteger o caixa da varejista enquanto a empresa renegocia um passivo de R$ 17,3 bilhões.
Pontos principais
- A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de SP concedeu um 'stay period' de 180 dias à Casas Bahia.
- A medida suspende execuções e ações judiciais para evitar o esvaziamento do caixa da companhia.
- A varejista relatou bloqueios de R$ 9 milhões em poucos dias, motivados pela corrida de credores.
- O BTG Pactual foi obrigado a restabelecer o acesso da empresa às suas contas correntes em 24 horas.
- Credenciadoras como Cielo, Getnet e Redecard devem liberar recebíveis retidos e cessar novas reservas.
- A juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira determinou uma constatação prévia da situação financeira em 30 dias.
- O conselho da empresa aprovou recentemente uma garantia de R$ 50 milhões ao Banco Digio para crédito de clientes.
A Justiça de São Paulo concedeu uma blindagem judicial de 180 dias ao Grupo Casas Bahia, suspendendo ações e execuções de dívidas contra a varejista. A decisão, proferida pela juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, busca conter uma intensa corrida de credores que resultou no bloqueio de R$ 9 milhões em recursos da empresa logo após o anúncio do pedido de recuperação judicial. A medida é fundamental para que a companhia consiga preservar seu fluxo de caixa enquanto negocia a reestruturação de um passivo total de R$ 17,3 bilhões, impactado por juros elevados e restrições de crédito.
Como parte da determinação, instituições financeiras e credenciadoras foram notificadas para cessar retenções de valores. O BTG Pactual recebeu ordem para restabelecer o acesso da varejista às suas contas correntes, enquanto Cielo, Getnet e Redecard devem liberar recebíveis anteriormente retidos. Paralelamente ao processo de recuperação, o conselho de administração da Casas Bahia aprovou uma fiança superior a R$ 50 milhões em favor do Banco Digio, visando manter a continuidade das operações de crédito para seus clientes. A Justiça agora aguarda um relatório de constatação prévia sobre a real situação financeira do grupo, que deve ser apresentado no prazo de 30 dias.
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