FDA aprova primeira pílula pan-RAS para câncer de pâncreas metastático
Daraxonrasib elevou a sobrevida global mediana de 6,7 para 13,2 meses em estudo de Fase 3 com 500 pacientes.
Pontos principais
- Em 26 de agosto de 2026, a FDA aprovou o Rasonque (daraxonrasib), da Revolution Medicines.
- A indicação é para adultos com adenocarcinoma pancreático metastático já tratados ou impedidos de receber quimioterapia com múltiplos agentes.
- No estudo RASolute 302, a sobrevida global mediana foi de 13,2 meses contra 6,7 meses do padrão, com razão de risco de 0,40 e P<0,0001.
- A sobrevida livre de progressão mediana foi de 7,2 meses contra 3,6 meses.
- A taxa de resposta objetiva foi de 30% contra 11%.
- A FDA liberou o medicamento cerca de 6,5 meses antes da data-alvo prevista.
- O custo de aquisição no atacado é de US$39.800 por 30 dias de tratamento.
- Em maio, a FDA autorizou um protocolo de acesso expandido ao daraxonrasib, permitindo o uso do medicamento experimental antes da aprovação.
- Os efeitos colaterais mais comuns relatados foram erupção cutânea, diarreia, estomatite, náusea, fadiga, vômito, dor abdominal, edema, perda de apetite e hemorragia.
O daraxonrasib bloqueia múltiplas formas da proteína RAS, mutada em mais de 90% dos casos de câncer de pâncreas e que escapou às farmacêuticas por décadas. O comprimido diário já está disponível nos EUA. Segundo a FDA, adenocarcinomas são 90% a 95% dos 67 mil casos anuais de câncer de pâncreas e concentram parte desproporcional das mortes, dada a detecção tardia e o curso agressivo da doença.
A aprovação usou o programa de Revisão Prioritária e o piloto de Vouchers de Prioridade Nacional do comissário da FDA, com as designações de Terapia Inovadora e Medicamento Órfão. Angelo de Claro, diretor do Centro de Excelência em Oncologia da agência, chamou os resultados de 'sem precedentes' numa área de alta necessidade não atendida, a sobrevida em cinco anos no câncer de pâncreas é de 13%, e de 3% na doença em estágio avançado.
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