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Mercado mantém ceticismo sobre ajuste fiscal para 2026

Analistas veem desafios estruturais para Lula ou Flávio Bolsonaro conterem o crescimento da dívida pública brasileira até 2031.

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Foto: InfoMoney
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26/08 às 08:15

Pontos principais

  • Estabilizar a dívida até 2031 exigiria um esforço fiscal estimado em R$ 350 bilhões.
  • O déficit nominal do Brasil atingiu 9,99% do PIB nos 12 meses encerrados em junho.
  • A dívida bruta brasileira alcançou 81,9% do PIB no mesmo período.
  • Investidores estrangeiros retiraram US$ 4,2 bilhões de carteiras brasileiras entre março e junho.

O mercado financeiro demonstra cautela em relação à capacidade de qualquer sucessor na presidência em 2026, seja Luiz Inácio Lula da Silva ou o senador Flávio Bolsonaro, de implementar um ajuste fiscal robusto. Analistas apontam que a rigidez orçamentária e a fragmentação do Congresso representam obstáculos estruturais significativos para o controle da trajetória da dívida pública. Segundo estimativas do Barclays, seria necessário um esforço fiscal de R$ 350 bilhões para estabilizar a dívida até 2031. Embora o real conte com o suporte de taxas de juros elevadas e contas externas sólidas, a desconfiança dos investidores reflete-se na saída de capital estrangeiro, totalizando US$ 4,2 bilhões entre março e junho. O cenário é agravado pelo déficit nominal de 9,99% do PIB e pela dívida bruta que já atinge 81,9% do PIB, pressionando a confiança na sustentabilidade fiscal de longo prazo do país.

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