Investidores globais reduzem exposição ao real por incerteza eleitoral
Gestores de fundos retiram capital do Brasil temendo instabilidade fiscal e volatilidade cambial com a proximidade das eleições de 2026.
Pontos principais
- Investidores globais diminuíram posições em renda fixa e ativos brasileiros devido ao risco político.
- O real registrou o pior desempenho recente entre 31 moedas monitoradas após novas pesquisas eleitorais.
- O ETF iShares MSCI Brazil sofreu a maior saída diária de capital desde 2013.
- O mercado demonstra preocupação com a sustentabilidade do ajuste fiscal e o custo da dívida pública.
Gestores de fundos globais estão reduzindo a exposição ao real e a ativos brasileiros, motivados pela crescente incerteza fiscal e pela volatilidade esperada com a proximidade das eleições presidenciais de outubro de 2026. A cautela dos investidores reflete o temor de que o cenário político comprometa a capacidade do governo em manter o ajuste fiscal, elevando os riscos sobre a dívida pública. O impacto dessa desconfiança já é visível no mercado financeiro, com o real apresentando o pior desempenho entre 31 moedas monitoradas e o ETF iShares MSCI Brazil registrando a maior saída diária de capital desde 2013. A falta de proteção cambial adequada contra riscos eleitorais tem levado gestores locais e internacionais a reavaliarem suas estratégias, priorizando a liquidez em um momento de instabilidade macroeconômica.
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