A prévia da inflação oficial avançou 0,62% em maio, superando expectativas e elevando o acumulado em 12 meses para 4,64%, acima do teto da meta de 4,5%.
O IPCA-15, prévia da inflação oficial do país, registrou alta de 0,62% em maio, conforme dados divulgados pelo IBGE. Embora o índice tenha apresentado uma desaceleração em relação aos 0,89% observados em abril, o resultado superou as expectativas dos analistas de mercado, que projetavam um avanço de 0,57%. Com esse desempenho, a inflação acumulada nos últimos 12 meses atingiu 4,64%, rompendo o teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional. Este é o maior patamar para o mês de maio em uma década, evidenciando a pressão persistente sobre o custo de vida das famílias brasileiras.
Os grupos de alimentação, bebidas e habitação foram os principais responsáveis pela aceleração dos preços na primeira metade do mês. Além da cesta básica, que subiu 1,38%, o índice foi impactado pelo reajuste de 2,16% nas contas de energia elétrica, influenciado pela entrada em vigor da bandeira tarifária amarela, e pela alta de 1,05% no setor de saúde, impulsionada por medicamentos. O setor de habitação, de forma geral, registrou alta de 1,03% no período.
Em contrapartida, o grupo de transportes apresentou deflação de 0,33%, puxado pelo recuo nos preços dos combustíveis, embora as passagens aéreas tenham registrado alta de 3,25%. O cenário reforça o desafio para o controle inflacionário, mantendo a atenção de investidores e autoridades econômicas sobre a trajetória dos preços no curto prazo. No acumulado do ano, o índice já registra uma variação positiva de 3,02%.
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