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IPCA-15 sobe 0,62% em maio e inflação anual supera teto da meta

A prévia da inflação oficial avançou 0,62% em maio, elevando o acumulado em 12 meses para 4,64% e gerando preocupações com a persistência dos preços.

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Foto: InfoMoney
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27/05 às 09:33 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O IPCA-15 registrou alta de 0,62% em maio, superando a projeção de 0,57% do mercado.
  • A inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,64%, rompendo o teto da meta de 4,5%.
  • O grupo de Alimentação e bebidas foi o principal vetor de pressão, com alta de 1,38%.
  • A energia elétrica subiu 2,16% devido à bandeira tarifária amarela e reajustes.
  • O setor de Transportes foi o único a registrar queda (-0,33%), com recuo nos combustíveis.
  • Especialistas apontam inflação estrutural e preveem que a pressão nos preços deve persistir até o final de 2026.
  • A deterioração das expectativas inflacionárias leva o mercado a projetar juros elevados por mais tempo.

O IPCA-15, prévia da inflação oficial do país, registrou alta de 0,62% em maio, conforme dados do IBGE. Embora o índice tenha desacelerado frente aos 0,89% de abril, o resultado superou as expectativas dos analistas, que projetavam 0,57%. Com esse desempenho, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,64%, rompendo o teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional. Este é o maior patamar para o mês de maio em uma década, evidenciando a pressão persistente sobre o custo de vida.

Os grupos de alimentação e habitação foram os principais responsáveis pela aceleração dos preços. Além da cesta básica, que subiu 1,38% e gerou desconforto imediato entre os consumidores, o índice foi impactado pelo reajuste de 2,16% na energia elétrica e pela alta de 1,05% em saúde. Em contrapartida, o setor de transportes apresentou deflação de 0,33%, puxado pelo recuo nos combustíveis, o que serviu como um alívio parcial para o índice no período.

O cenário de inflação disseminada e estrutural, com serviços subjacentes mantendo pressões intensas, tem gerado preocupações entre economistas. Análises recentes indicam que a trajetória de alta nos preços deve persistir até o final de 2026, superando as expectativas iniciais para o período. A deterioração das expectativas inflacionárias já reflete no mercado financeiro, com instituições revisando suas projeções para a taxa Selic. A tendência atual indica que o ciclo de cortes de juros deve ser mais conservador, com o mercado projetando taxas elevadas por um período mais prolongado para conter a trajetória de alta dos preços.

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