Chefe do Instagram nega ocultação de riscos sobre saúde mental
Adam Mosseri prestou depoimento em processo contra a Meta sobre o impacto das redes sociais na saúde mental de jovens e negou irregularidades.
Pontos principais
- Adam Mosseri negou em tribunal que oriente sua equipe a esconder informações sobre riscos de segurança.
- O processo foi movido por uma coalizão de 29 procuradores-gerais dos EUA contra a Meta.
- A acusação alega que a empresa enganou o público e violou leis de privacidade infantil.
- Mosseri confirmou a restrição de acesso a pesquisas internas após vazamentos de 2021 para evitar descontextualização.
- O executivo afirmou que a equipe de pesquisa sobre saúde mental de jovens foi centralizada, e não reduzida.
O chefe do Instagram, Adam Mosseri, prestou depoimento em um tribunal federal como parte de um processo movido por 29 procuradores-gerais americanos contra a Meta. A ação judicial acusa a gigante de tecnologia de contribuir para o vício em redes sociais e de enganar o público sobre os riscos à saúde mental de jovens, além de supostas violações de leis de privacidade infantil. Durante a audiência, Mosseri refutou as alegações de que a empresa teria ocultado dados críticos de segurança ou reduzido intencionalmente suas equipes de pesquisa na área.
O executivo admitiu que a Meta restringiu o acesso a documentos internos após o vazamento de arquivos por Frances Haugen em 2021, justificando a medida como uma forma de evitar que dados fossem descontextualizados. Mosseri também negou que o setor de pesquisa sobre saúde mental tenha sofrido cortes, argumentando que a estrutura foi apenas centralizada para melhorar a eficiência operacional. O caso é um marco importante na pressão regulatória que a Meta enfrenta sob a administração de Donald Trump.
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