Julgamento nos EUA pode forçar Meta a remover recursos viciantes
Processo judicial contra a Meta busca banir recursos como rolagem infinita e vídeos automáticos para proteger a segurança de menores de idade.
Pontos principais
- O julgamento na Califórnia investiga se a Meta negligenciou riscos a menores em suas plataformas.
- Procuradores estaduais buscam a remoção de design viciante, incluindo rolagem infinita e filtros de beleza.
- Ex-engenheiro da Meta afirmou que Mark Zuckerberg ignorou alertas internos sobre danos a adolescentes.
- A Meta nega as acusações e defende que possui ferramentas de proteção para usuários menores de 13 anos.
- Sanções financeiras no caso podem variar entre US$ 193 bilhões e US$ 1,4 trilhão.
Um julgamento em curso na Califórnia coloca em xeque o modelo de negócios da Meta, com procuradores de 29 estados americanos buscando a remoção de recursos de design considerados viciantes, como a rolagem infinita e a reprodução automática de vídeos. O processo, que pode resultar em multas de até US$ 1,4 trilhão, argumenta que a empresa prioriza o engajamento em detrimento da segurança de crianças e adolescentes. Durante o depoimento, o ex-engenheiro Arturo Béjar afirmou ter alertado a liderança da companhia sobre conteúdos prejudiciais, sem obter resposta de Mark Zuckerberg. Especialistas comparam a magnitude do caso aos litígios contra a indústria do tabaco na década de 1990, sugerindo que uma decisão desfavorável à Meta pode forçar mudanças estruturais profundas em todo o setor de redes sociais, afetando também empresas como YouTube e Snap.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
