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Processo judicial pode forçar Meta a remover recursos viciantes

A Meta enfrenta ação nos EUA que exige o fim de ferramentas como rolagem infinita e vídeos automáticos para proteger menores de idade.

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Foto: Times Brasil
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21/08 às 15:16

Pontos principais

  • A Meta pode ser condenada a pagar US$ 1,2 trilhão em multas por práticas de design consideradas viciantes.
  • Estados americanos exigem a remoção de recursos como rolagem infinita, reprodução automática e filtros de beleza.
  • A acusação alega que a empresa prioriza lucros em detrimento da segurança de usuários menores de 13 anos.
  • O caso é comparado a litígios históricos contra a indústria do tabaco, podendo alterar o modelo de negócios das redes sociais.
  • Processos similares também estão em curso contra outras plataformas, como YouTube e Snap.

A Meta enfrenta um processo judicial nos Estados Unidos que ameaça transformar o design de suas redes sociais. Autoridades estaduais buscam a proibição de funcionalidades como a rolagem infinita, a reprodução automática de vídeos e o uso de filtros de beleza, sob a alegação de que tais recursos são projetados para criar dependência e prejudicar a saúde mental de menores de 13 anos. A procuradora-geral adjunta da Califórnia, Megan O’Neill, sustenta que a companhia prioriza o engajamento e o lucro em detrimento da segurança dos usuários mais jovens. Caso a justiça americana decida pela remoção dessas ferramentas, o impacto pode ser profundo para o modelo de negócios da empresa, que enfrenta uma possível penalidade de US$ 1,2 trilhão. Especialistas comparam a magnitude do caso aos processos contra a indústria do tabaco na década de 1990, sugerindo que o desfecho pode estabelecer um novo padrão regulatório para todo o setor de tecnologia, afetando também plataformas como YouTube e Snap.

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