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Braskem negocia reestruturação extrajudicial para evitar calote

A Braskem busca apoio de credores para reestruturar dívidas e evitar inadimplência em pagamentos de bonds previstos para julho e agosto.

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Foto: Pipeline Valor
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02/06 às 16:33 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A companhia sinalizou que não deve quitar US$ 150 milhões em juros de títulos no exterior com vencimento nos próximos meses.
  • O plano de reestruturação extrajudicial visa evitar uma recuperação judicial completa diante de vencimentos que somam US$ 1,46 bilhão em 2025.
  • A subsidiária Braskem Idesa negocia um pedido de Chapter 11 nos Estados Unidos para gerir suas obrigações financeiras.
  • Fontes indicam que a Petrobras não deve realizar aportes financeiros para socorrer a petroquímica neste momento.
  • O controle da empresa segue em processo de transição envolvendo a gestora IG4 e a Petrobras, em meio a desafios históricos como a crise em Alagoas.

A Braskem intensificou as negociações com seus credores para viabilizar um plano de reestruturação extrajudicial, buscando contornar uma crise de liquidez que ameaça o pagamento de US$ 150 milhões em juros de bonds previstos para julho e agosto. Com um volume total de vencimentos de dívidas estimado em US$ 1,46 bilhão para este ano, a empresa tenta evitar os impactos de uma recuperação judicial tradicional. A estratégia inclui a busca por apoio de um terço dos credores para uma suspensão temporária de 90 dias nos pagamentos, permitindo a estabilização do balanço patrimonial enquanto a subsidiária Braskem Idesa articula um pedido de Chapter 11 nos Estados Unidos.

O cenário financeiro da petroquímica permanece pressionado por fatores como a crise geológica em Alagoas e as dificuldades de sua controladora, a Novonor, em alienar sua participação. Embora os títulos de dívida tenham registrado valorização recente devido a ajustes no mercado global, a situação operacional exige medidas urgentes. Paralelamente, o controle da companhia passa por um processo de transferência que envolve a Petrobras e a gestora IG4, embora fontes indiquem que a estatal não deve realizar aportes financeiros diretos para salvar a empresa. A reestruturação extrajudicial é tratada como a alternativa menos disruptiva para manter as operações, com a medida cautelar sendo mantida como uma opção de proteção secundária.

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