A petroquímica protocolou pedido de tutela cautelar para renegociar R$ 52 bilhões em passivos e blindar suas operações durante a transição de controle.
A Braskem deu início a um processo de mediação com seus credores financeiros, protocolando um pedido de tutela de urgência cautelar na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A iniciativa, que ocorre após o impasse nas conversas para uma solução extrajudicial, busca proteger a companhia contra bloqueios, penhoras e execuções de dívidas, criando um ambiente estável para a reestruturação de seu passivo, que soma cerca de R$ 52 bilhões. O movimento reflete os desafios enfrentados pela petroquímica em meio a mudanças estruturais no setor e divergências sobre o tratamento das obrigações financeiras.
Além de sanar o passivo, a medida visa blindar as operações industriais da companhia durante o processo de transição de propriedade, garantindo que a empresa mantenha sua capacidade produtiva enquanto negocia com os credores. A petroquímica assegura que a proteção tem escopo estritamente financeiro e não impacta suas operações diárias, fornecedores ou clientes, sendo uma estratégia para ganhar fôlego financeiro para os novos controladores que assumirão a gestão.
A pressão sobre o caixa aumenta com o vencimento de US$ 150 milhões previsto para julho, o que motivou a intervenção judicial para evitar o agravamento da crise de liquidez. Para assegurar a continuidade das negociações, o conselho de administração da companhia aprovou a possibilidade de buscar medidas protetivas adicionais no exterior, caso o consenso na Câmara Wind não seja alcançado a tempo. A empresa segue em busca de uma solução que equacione o endividamento e estabilize sua estrutura de capital diante das condições desafiadoras da indústria global.
23 jun, 16:04
18 jun, 20:45
18 jun, 11:04
8 jun, 12:33
2 jun, 16:33
Carregando comentários...