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Bolsas asiáticas fecham em queda com expectativa de sanções dos EUA ao Irã

O temor de novas sanções econômicas americanas contra o Irã gerou aversão ao risco nos mercados asiáticos nesta segunda-feira.

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Foto: G1 - Economia
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24/08 às 06:45, atualizado 18:02

Pontos principais

  • O índice sul-coreano Kospi liderou as perdas na região com recuo de 3,12%.
  • Bolsas de Tóquio, Hong Kong, Taiwan e China continental também encerraram o pregão em baixa.
  • Investidores aguardam o anúncio de medidas econômicas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.
  • O Irã advertiu que a colaboração de terceiros com o bloqueio econômico americano terá consequências diplomáticas.
  • A aversão ao risco global foi intensificada pelo deslocamento do porta-aviões USS George Washington para o Oriente Médio.
  • O petróleo Brent registrou queda de 1,4%, interrompendo uma sequência de seis sessões de alta.
  • A bolsa australiana foi a exceção na Ásia, registrando leve alta de 0,49% no índice S&P/ASX 200.

Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta segunda-feira em terreno negativo, refletindo a crescente cautela dos investidores diante da iminente ofensiva financeira dos Estados Unidos contra o Irã. A expectativa pelo detalhamento das novas sanções, que serão apresentadas pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, dominou o sentimento dos operadores, resultando em uma onda de vendas que atingiu principalmente os setores de tecnologia e semicondutores na região. O índice sul-coreano Kospi foi o mais afetado, pressionado por quedas expressivas em gigantes como Samsung Electronics e SK Hynix. Enquanto isso, o governo iraniano, por meio de seu porta-voz Esmail Baghaei, emitiu um alerta de que países que aderirem ao bloqueio econômico imposto por Washington enfrentarão consequências, elevando a tensão geopolítica global. O cenário de incerteza foi agravado pelo deslocamento do porta-aviões USS George Washington para a região do Oriente Médio, um movimento interpretado pelo mercado como um sinal de escalada no conflito. A pressão sobre o Estreito de Ormuz e a possibilidade de um 'Dia D econômico' contra Teerã continuam a testar a resiliência dos ativos financeiros ao redor do mundo. Embora o petróleo Brent tenha recuado 1,4% nesta segunda-feira, a volatilidade permanece elevada, com investidores monitorando de perto como as sanções afetarão os fluxos comerciais globais e a estabilidade da oferta de energia. Além do fator geopolítico, o mercado asiático também reagiu à cautela observada nos mercados globais, que aguardam indicadores macroeconômicos cruciais nos Estados Unidos, como a divulgação do índice de preços PCE e o discurso do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em Jackson Hole. A combinação desses fatores criou um ambiente de aversão ao risco, levando a maioria dos índices asiáticos a encerrar o dia com perdas significativas, com exceção da bolsa australiana, que conseguiu descolar-se da tendência regional.

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