Mercados globais reagem a tensões EUA-Irã e aguardam balanços de tech
Investidores monitoram a escalada militar no Oriente Médio e a expectativa pelos resultados financeiros de gigantes como Alphabet, Tesla e Intel.
Pontos principais
- Estados Unidos intensificam ataques contra alvos no Irã pelo nono dia consecutivo.
- Preço do barril de petróleo Brent ultrapassa a marca de US$ 90 devido ao risco de bloqueio no Estreito de Ormuz.
- Bolsas asiáticas fecharam sem direção única, com queda de 4,46% no índice sul-coreano Kospi.
- Setor de semicondutores enfrenta pressão vendedora após preocupações com o retorno sobre investimentos em IA.
- Alphabet e Tesla divulgam resultados na quarta-feira, seguidas pela Intel na quinta-feira.
- Andy Burnham assume o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, substituindo Keir Starmer.
- Wall Street opera com cautela, buscando recuperação técnica após uma semana de perdas.
Os mercados financeiros globais iniciam a semana sob forte influência da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. A intensificação dos ataques militares no Oriente Médio, que já dura nove dias, gerou temores sobre a estabilidade do fornecimento de energia, elevando o preço do petróleo Brent acima de US$ 90 por barril. A tensão geopolítica no Estreito de Ormuz tem sido o principal vetor de volatilidade, impactando o sentimento dos investidores e pressionando as bolsas ao redor do mundo.
Simultaneamente, o foco do mercado americano volta-se para a temporada de balanços corporativos, considerada decisiva para definir a tendência dos índices de Wall Street. A expectativa recai sobre os resultados de gigantes de tecnologia como Alphabet, Tesla e Intel, que serão divulgados nos próximos dias. O setor de semicondutores, em particular, enfrenta um momento de cautela após uma liquidação recente, motivada por incertezas sobre a rentabilidade dos investimentos em inteligência artificial. Enquanto isso, no cenário político internacional, o Reino Unido passa por uma transição de liderança com a nomeação de Andy Burnham como novo primeiro-ministro, substituindo Keir Starmer.
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