Campanha de Flávio Bolsonaro articula adiamento da PEC do fim da escala 6x1
Aliados de Flávio Bolsonaro buscam travar a votação da PEC que reduz a jornada de trabalho no Senado, visando adiar o debate para o pós-eleitoral.
Pontos principais
- A estratégia no Senado é coordenada pelo senador Rogério Marinho, que utiliza pedidos de vista e emendas na CCJ para atrasar o trâmite.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, retomou a tramitação da proposta e designou Omar Aziz como relator.
- A oposição à votação imediata foca no calendário eleitoral apertado, evitando um confronto direto com o mérito da proposta.
- Rogério Marinho apresentou uma PEC alternativa que prioriza a negociação direta entre empresas e empregados sobre a jornada.
- A PEC 221/2019, já aprovada na Câmara, propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas com dois dias de descanso.
A campanha de Flávio Bolsonaro iniciou uma articulação no Senado para impedir que a PEC do fim da escala 6x1 seja votada antes das eleições. Sob a coordenação do senador Rogério Marinho, a estratégia busca utilizar mecanismos regimentais, como pedidos de vista e a apresentação de emendas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para postergar a análise da matéria para o período pós-eleitoral. O grupo evita rejeitar o texto frontalmente, concentrando as críticas na celeridade da tramitação durante o pleito. Enquanto isso, o presidente do Senado, Davi Alcolinho, designou Omar Aziz como relator da proposta. O debate sobre a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais divide opiniões políticas, com defensores citando a qualidade de vida do trabalhador e críticos alertando para possíveis impactos nos custos operacionais e no nível de emprego.
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