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PIB da Argentina cresce 2,3% no 1º trimestre de 2026

A economia argentina avançou 2,3% no início de 2026, impulsionada por exportações e mineração, mas enfrenta alta no desemprego e recorde de inadimplência.

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Foto: G1 - Economia
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23/06 às 16:31 · atualizado 22:01

Pontos principais

  • O PIB argentino registrou alta de 2,3% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.
  • O crescimento foi sustentado pelos setores de agropecuária, mineração e hidrocarbonetos.
  • A indústria de transformação e o comércio varejista apresentaram retração no período.
  • A taxa de desemprego subiu para 7,8% e a informalidade no mercado de trabalho alcançou 44%.
  • O nível de inadimplência das famílias atingiu 12,1%, o maior patamar das últimas duas décadas.
  • Analistas alertam que a expansão econômica atual não reflete uma melhora imediata no padrão de vida da população.

A economia da Argentina apresentou resiliência no primeiro trimestre de 2026, com o Produto Interno Bruto (PIB) registrando um crescimento de 2,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O resultado, que superou as projeções de mercado, foi impulsionado fundamentalmente pelo desempenho do setor externo e por atividades específicas, como a agropecuária, a mineração e a exploração de hidrocarbonetos. Em contrapartida, setores voltados ao mercado interno, como a indústria de transformação e o comércio varejista, registraram quedas, evidenciando uma recuperação desigual entre os diferentes ramos da economia.

Esse cenário de expansão produtiva contrasta com uma deterioração acentuada nos indicadores sociais e de consumo. O mercado de trabalho enfrenta desafios crescentes, com a taxa de desemprego subindo para 7,8% e a informalidade atingindo 44%. Paralelamente, a inflação persistente e a queda no poder de compra contribuíram para que a inadimplência das famílias argentinas chegasse a 12,1%, o maior nível registrado nas últimas duas décadas. Especialistas ressaltam que, embora o PIB tenha avançado, o crescimento atual não se traduz em melhorias no padrão de vida da população, mantendo o país em um equilíbrio delicado entre a atividade exportadora e a fragilidade socioeconômica interna.

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