Marina Silva critica proposta de redução da maioridade penal
A candidata ao Senado classificou a medida como populista e defendeu a aplicação integral das leis vigentes para lidar com a violência juvenil.
Pontos principais
- Marina Silva afirmou que a redução da maioridade penal é uma estratégia política para ganhar visibilidade.
- A candidata defende a aplicação de mecanismos legais já existentes para responsabilizar adolescentes por crimes graves.
- A proposta de reduzir a maioridade de 18 para 16 anos tramita atualmente na Câmara dos Deputados.
- O deputado Guilherme Derrite, adversário de Marina na disputa ao Senado, ocupa a vice-presidência da comissão que analisa a PEC.
A candidata ao Senado Marina Silva manifestou forte oposição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil. Durante o debate, Marina classificou a iniciativa como uma medida populista, argumentando que o projeto não ataca as raízes da violência juvenil e serve apenas para gerar visibilidade política. Em vez de alterações constitucionais, ela defende a aplicação rigorosa dos mecanismos de responsabilização já previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, sugerindo a implementação de políticas de interdição gradativa conforme a gravidade dos atos infracionais. O tema ganha relevância no cenário eleitoral, especialmente com o avanço da tramitação da PEC na Câmara dos Deputados, onde o deputado Guilherme Derrite, seu adversário na disputa por uma vaga no Senado, atua como vice-presidente da comissão especial responsável pela análise da matéria.
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