A ministra Marina Silva, com uma longa carreira política, tem sido alvo de interesse de diferentes legendas. Em dezembro de 2025, o PSOL manifestou interesse em filiá-la. Mais recentemente, em janeiro de 2026, o PDT também expressou o desejo de ter Marina Silva em suas fileiras, com o presidente da sigla afirmando que ela seria "muito bem-vinda". Além desses, o PT, PSB e PV também demonstraram interesse em filiar a ministra. O PT, em particular, fez um convite formal e vê a filiação de Marina como uma prioridade, com interlocutores do partido descrevendo a relação como "quase um casamento", visando fortalecer a chapa petista contra o bolsonarismo paulista e replicar uma estratégia bem-sucedida no Paraná.
Marina Silva deve deixar o Ministério do Meio Ambiente até abril de 2026 para concorrer ao Senado por São Paulo. A sucessão na pasta e sua candidatura ainda não foram tratadas diretamente com o presidente Lula. João Paulo Capobianco, secretário-executivo do ministério, é visto como herdeiro natural de Marina, mas também não dialogou com o Planalto sobre a sucessão. Aliados da ministra acreditam que uma conversa com Lula sobre a sucessão na pasta ocorrerá após a definição do papel de Fernando Haddad nas eleições de São Paulo.
A saída de Marina da Rede Sustentabilidade é esperada nos primeiros meses de 2026, devido a tensões internas e mudanças estruturais na legenda que tornaram sua permanência "inevitável". Aliados da ministra publicaram um manifesto em dezembro de 2025 contra a direção nacional da sigla, criticando mudanças no estatuto partidário e alegando perseguição interna. O relacionamento de Marina com a Rede se aprofundou em abril de 2025 com a derrota do candidato da ambientalista para o apoiado pela deputada federal Heloísa Helena, que está rompida com Marina desde 2022. Enquanto Marina se define como "sustentabilista" e integra a gestão Lula, Heloísa se posiciona como oposição ao Planalto e defende o "ecossocialismo".