Marina Silva é uma proeminente figura política brasileira, conhecida por sua atuação ambiental e por ter deixado o Ministério do Meio Ambiente em abril de 2026 para concorrer ao Senado por São Paulo. Sua saída do ministério, onde implementou políticas que resultaram em significativa redução do desmatamento, ocorreu em meio a um forte interesse de diversos partidos como PT, PSOL, PDT, PSB e PV em filiá-la. A expectativa é que ela deixe a Rede Sustentabilidade devido a tensões internas, buscando uma nova legenda para sua candidatura.
Marina Silva é uma figura política brasileira cuja trajetória tem sido marcada por sua atuação em questões ambientais e sua participação em diferentes partidos políticos. Recentemente, seu nome foi associado a um possível movimento para filiação ao PSOL, PDT, PSB, PV e PT, com o objetivo de uma eventual candidatura ao Senado por São Paulo no pleito deste ano, o que reflete a busca dos partidos por maior relevância nacional. A ministra deixou o Ministério do Meio Ambiente em abril de 2026 para se candidatar ao Senado, e João Paulo Capobianco foi nomeado seu sucessor na pasta.
A ministra Marina Silva, com uma longa carreira política, tem sido alvo de interesse de diferentes legendas. Em dezembro de 2025, o PSOL manifestou interesse em filiá-la. Mais recentemente, em janeiro de 2026, o PDT também expressou o desejo de ter Marina Silva em suas fileiras, com o presidente da sigla afirmando que ela seria "muito bem-vinda". Além desses, o PT, PSB e PV também demonstraram interesse em filiar a ministra. O PT, em particular, fez um convite formal e vê a filiação de Marina como uma prioridade, com interlocutores do partido descrevendo a relação como "quase um casamento", visando fortalecer a chapa petista contra o bolsonarismo paulista e replicar uma estratégia bem-sucedida no Paraná.
Marina Silva deixou o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em 1º de abril de 2026, conforme previsto, para concorrer ao Senado por São Paulo. Sua saída marcou sua terceira passagem pela pasta, todas em mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu discurso de despedida, Marina Silva apresentou um balanço de 39 meses de gestão (de 1º de janeiro de 2023 a 1º de abril de 2026), destacando a retomada da liderança do Brasil na agenda global sobre o meio ambiente e a recuperação institucional do MMA. Durante sua gestão, o orçamento anual da pasta mais que dobrou, passando de R$ 865 milhões em 2022 para R$ 1,9 bilhão em 2025, um aumento de 120%. Mais de 1.557 servidores foram incorporados ao sistema MMA (Ibama, ICMBio e Jardim Botânico do Rio de Janeiro). A ministra também ressaltou a queda de 50% no desmatamento na Amazônia e de 32,3% no Cerrado em 2025, em comparação com 2022, evitando a emissão de 733,9 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. As ações de fiscalização do Ibama na Amazônia cresceram 80% e as do ICMBio, 24%, com aumento das áreas embargadas e redução de 50% da mineração ilegal na Amazônia. João Paulo Ribeiro Capobianco, secretário-executivo do ministério, foi nomeado o novo titular da pasta em 1º de abril de 2026, garantindo a continuidade das políticas adotadas.
A saída de Marina da Rede Sustentabilidade é esperada nos primeiros meses de 2026, devido a tensões internas e mudanças estruturais na legenda que tornaram sua permanência "inevitável". Aliados da ministra publicaram um manifesto em dezembro de 2025 contra a direção nacional da sigla, criticando mudanças no estatuto partidário e alegando perseguição interna. O relacionamento de Marina com a Rede se aprofundou em abril de 2025 com a derrota do candidato da ambientalista para o apoiado pela deputada federal Heloísa Helena, que está rompida com Marina desde 2022. Enquanto Marina se define como "sustentabilista" e integra a gestão Lula, Heloísa se posiciona como oposição ao Planalto e defende o "ecossocialismo".