Reforma tributária pode elevar emissões de carbono em 1,7%
Estudo aponta que a desoneração de itens como carne e energia na reforma tributária brasileira deve impactar negativamente as metas climáticas do país.
Pontos principais
- A reforma tributária, com implementação prevista para 2027, deve elevar em 1,7% a emissão de gases do efeito estufa no Brasil.
- A redução de impostos sobre proteína animal, laticínios, combustíveis e energia elétrica é o principal fator para o aumento das emissões.
- A medida visa reduzir o custo de vida da população, mas entra em conflito direto com os compromissos de descarbonização assumidos pelo país.
- O estudo destaca o desafio do governo em conciliar a política fiscal com as metas ambientais de longo prazo.
A implementação da reforma tributária brasileira, prevista para 2027, enfrenta um dilema entre o alívio fiscal e a sustentabilidade ambiental. De acordo com um estudo recente, a desoneração de itens essenciais, como proteína animal, laticínios, combustíveis e energia elétrica, deve resultar em um aumento de 1,7% nas emissões de gases do efeito estufa no país. Embora a medida tenha como objetivo central reduzir o custo de vida dos brasileiros, o incentivo ao consumo desses produtos contraria as metas climáticas nacionais. O cenário evidencia a dificuldade do governo em equilibrar a necessidade de políticas fiscais que beneficiem o poder de compra da população com a urgência de cumprir os compromissos internacionais de descarbonização. A análise aponta que o padrão de consumo incentivado pela nova estrutura tributária pode dificultar o alcance das metas ambientais estabelecidas para as próximas décadas.
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