CNJ mantém afastamento de juiz em processos da falência do Banco Santos
O magistrado Paulo Furtado de Oliveira Filho foi afastado de casos do Banco Santos após participar de reunião secreta sobre a venda da instituição.
Pontos principais
- O Plenário do CNJ ratificou o afastamento do juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho da condução dos processos de falência do Banco Santos.
- A medida foi motivada por uma reunião secreta entre o magistrado e herdeiros de Edemar Cid Ferreira para discutir a venda do banco ao Banco Master.
- O encontro teria sido articulado pelo ex-administrador judicial Vânio Aguiar, que já havia sido afastado do caso em julho.
- O afastamento do juiz, inicialmente proposto como total pelo corregedor Mauro Campbell Marques, foi restringido pelo colegiado aos processos do Banco Santos.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou o afastamento do juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho da condução dos processos relacionados à falência do Banco Santos. A decisão do plenário responde a uma reclamação disciplinar que apura a realização de uma reunião secreta entre o magistrado e herdeiros do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira. Segundo investigações, o encontro visava discutir alternativas para o encerramento da falência, incluindo a venda da instituição ao Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. A articulação teria contado com a participação do ex-administrador judicial Vânio Aguiar, também afastado anteriormente pelo órgão. Embora o corregedor Mauro Campbell Marques tenha defendido o afastamento total do juiz, o colegiado decidiu limitar a restrição apenas aos processos que envolvem o Banco Santos, mantendo o magistrado em suas demais funções judiciais enquanto as investigações prosseguem.
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