Investidores estrangeiros retiram R$ 4,7 bi da B3 em um dia
O volume de saída no pregão de 11 de agosto foi o maior desde 2021, pressionado por incertezas fiscais e eleitorais.
Pontos principais
- A retirada de R$ 4,7 bilhões em 11 de agosto causou queda de 2,50% no Ibovespa.
- O movimento foi o maior fluxo de saída diário desde 22 de abril de 2021.
- O rebaixamento da recomendação do Brasil pelo J.P. Morgan, de overweight para neutra, foi apontado como gatilho para as vendas.
- O saldo negativo de estrangeiros na B3 em agosto já soma R$ 11,9 bilhões.
- No acumulado de 2026, o saldo de capital estrangeiro na bolsa brasileira ainda é positivo em R$ 24,4 bilhões.
- O valor de mercado das empresas listadas na B3 caiu R$ 279 bilhões entre 3 e 12 de agosto.
O mercado acionário brasileiro registrou, no dia 11 de agosto, sua maior fuga de capital estrangeiro em mais de cinco anos. A saída de R$ 4,7 bilhões em um único pregão refletiu a cautela de investidores internacionais diante de riscos fiscais crescentes e da proximidade das eleições, fatores que têm impedido a redução das taxas de juros e gerado volatilidade nos ativos locais. O movimento foi intensificado após o J.P. Morgan rebaixar a recomendação para as ações brasileiras, citando incertezas sobre a gestão econômica futura.
Com a saída expressiva, o Ibovespa perdeu patamares importantes, fechando abaixo dos 170 mil pontos. Dados da B3 indicam que, enquanto estrangeiros reduziram posições, investidores institucionais registraram entrada de R$ 3,6 bilhões na mesma sessão. Especialistas observam que a reprecificação do cenário macroeconômico e a rotação de recursos para teses globais, como a de inteligência artificial, também contribuem para a pressão vendedora que reduziu o valor de mercado das empresas listadas na bolsa em R$ 279 bilhões em apenas sete pregões.
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