O mercado brasileiro registrou a maior saída mensal de capital estrangeiro desde 2022, pressionada por incertezas fiscais, geopolíticas e juros nos EUA.
A bolsa brasileira enfrentou em maio de 2026 sua maior fuga de capital estrangeiro desde janeiro de 2022, com um saldo negativo de R$ 14,91 bilhões. O volume superou o recorde de agosto de 2023, refletindo um cenário de cautela acentuado por fatores externos e internos. Além da realização de lucros e preocupações com a trajetória fiscal brasileira, o movimento foi pressionado pela alta dos juros nos Estados Unidos e pela migração de capital para o setor de tecnologia e inteligência artificial. A instabilidade foi agravada pelo conflito entre Irã e EUA, que aumentou a volatilidade global, e por novos riscos políticos domésticos que impactaram as expectativas do mercado. Apesar da expressiva retirada no mês, o saldo acumulado no ano ainda se mantém positivo em R$ 41,63 bilhões, embora a confiança dos investidores internacionais apresente sinais de enfraquecimento diante da atual conjuntura.
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