O mercado financeiro brasileiro registrou em maio uma saída expressiva de R$ 11,4 bilhões de capital estrangeiro da bolsa de valores, marcando o maior fluxo de saída desde agosto de 2023. Segundo o JPMorgan, o movimento é reflexo de uma combinação de fatores globais, incluindo a política monetária do Federal Reserve e a realocação de portfólios após o cessar-fogo entre Israel e Irã. Internamente, a valorização do real e a perspectiva de uma política de juros mais cautelosa pelo Banco Central desestimularam o apetite dos investidores, que também monitoram riscos políticos adicionais no cenário doméstico. Apesar do resultado negativo no mês, o saldo acumulado de 2026 segue positivo em R$ 45,11 bilhões. A retomada do fluxo estrangeiro depende agora da estabilização dos preços de commodities e da redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano.
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