Historiadores acusam Câmara de censurar livro sobre Independência
Organizadores denunciam que comissão da Câmara exigiu alterações em obra sobre a Independência do Brasil para suavizar termos históricos.
Pontos principais
- A comissão do Bicentenário da Câmara dos Deputados teria solicitado a substituição do termo 'ditadura militar' por 'regime militar'.
- O conselho editorial pediu a remoção de críticas ao marco temporal e menções a direitos indígenas.
- Trechos sobre o samba-enredo da Mangueira de 2019 foram indicados para exclusão da obra.
- A Câmara declarou que o livro passou por análise editorial padrão e não possui compromisso de publicação após o fim das comemorações.
Organizadores da obra 'Independências do Brasil' denunciaram uma tentativa de censura por parte da comissão do Bicentenário da Câmara dos Deputados. Segundo os historiadores responsáveis, o conselho editorial da Casa exigiu modificações substanciais no conteúdo, incluindo a substituição de termos como 'ditadura militar' por 'regime militar' e a supressão de críticas ao marco temporal e direitos indígenas. Além disso, referências ao samba-enredo da Mangueira de 2019 foram alvo de pedidos de remoção. O caso levanta debates sobre a autonomia acadêmica em publicações institucionais e o uso de verbas públicas em projetos de memória histórica. Em resposta, a Câmara dos Deputados afirmou que o material foi submetido a uma análise editorial de rotina e ressaltou que não existe um compromisso formal de publicação, especialmente após o encerramento oficial das celebrações do Bicentenário da Independência.
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