Diretor do BC relata pedido de 'carta conforto' pelo BTG para ativos do Master
Ailton de Aquino afirmou à PF que o BTG Pactual buscou garantia regulatória do Banco Central para viabilizar a compra de ativos do Banco Master.
Pontos principais
- O depoimento foi prestado pelo diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, à Polícia Federal.
- O pedido de 'carta conforto' teria ocorrido em outubro de 2025 para assegurar a operação de compra de ativos.
- A prática foi comparada à estratégia adotada pela J&F durante a compra da Korv Seguradora.
- A 'carta conforto' atua como um sinal de anuência ou segurança regulatória em negociações do setor financeiro.
- As declarações integram as investigações em curso sobre as movimentações envolvendo o Banco Master.
O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, revelou em depoimento à Polícia Federal que o BTG Pactual solicitou uma 'carta conforto' ao regulador para viabilizar a compra de ativos do Banco Master. Segundo o diretor, o pedido foi feito em outubro de 2025, em um procedimento que busca garantir segurança documental e anuência do órgão para a conclusão de operações no setor financeiro. Aquino comparou a solicitação do BTG a uma prática semelhante utilizada pela J&F na aquisição da Korv Seguradora. O relato reforça o escrutínio das autoridades sobre as negociações envolvendo o Banco Master, destacando como instituições financeiras buscam respaldo do Banco Central para mitigar riscos em processos de aquisição. A investigação segue em curso para apurar a regularidade das movimentações e o papel do regulador nessas transações.
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