Bancos alertam que fim da isenção de LCI encareceria crédito imobiliário
Executivos do setor bancário afirmam que a possível tributação de LCIs e LCAs elevaria custos de financiamento e reduziria a oferta de crédito.
Pontos principais
- Diretores do Bradesco e Santander apontam que a taxação encareceria a captação de recursos pelos bancos.
- O custo adicional de captação seria repassado diretamente ao tomador final do financiamento.
- As LCIs compõem cerca de 20% do funding do setor imobiliário, com estoque acima de R$ 500 bilhões.
- O governo federal estuda revisar a isenção desses títulos para corrigir distorções no mercado financeiro.
Executivos de grandes bancos privados manifestaram preocupação com a possibilidade de o governo federal tributar as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA). Segundo representantes do Bradesco e do Santander, a medida elevaria o custo de captação das instituições financeiras, impacto que seria inevitavelmente repassado aos consumidores finais por meio de juros mais altos no financiamento imobiliário. Atualmente, esses títulos são fundamentais para o setor, representando aproximadamente 20% do funding imobiliário, com um estoque que supera a marca de R$ 500 bilhões.
A discussão sobre o fim da isenção foi levantada pelo Ministério da Fazenda, sob o argumento de corrigir distorções de mercado. No entanto, o setor bancário defende que o reequilíbrio das contas públicas e a redução estrutural da taxa Selic são os caminhos mais eficazes para garantir a sustentabilidade do crédito no país, alertando que a taxação poderia travar o mercado imobiliário.
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