Lula reafirma mágoa com ministro Dias Toffoli em ato público
O presidente Lula citou mágoa antiga com o ministro do STF, Dias Toffoli, sinalizando distanciamento político entre o Executivo e o Judiciário.
Pontos principais
- Lula relembrou a proibição imposta por Toffoli em 2019 que o impediu de comparecer ao velório de seu irmão, Vavá.
- O presidente comparou o episódio com a permissão concedida por Romeu Tuma para visitar sua mãe durante a ditadura militar.
- A relação entre ambos, que já havia passado por uma tentativa de reconciliação em 2022, deteriorou-se devido ao Caso Banco Master.
- Lula expressou decepção com a condução do processo pelo ministro, que posteriormente deixou a relatoria do caso.
O presidente Lula reafirmou publicamente seu descontentamento com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, durante um ato de campanha. O ponto central da divergência remonta a 2019, quando o ministro negou ao então preso Lula a autorização para comparecer ao funeral de seu irmão, Vavá. O presidente contrastou a decisão com o tratamento recebido durante a ditadura militar, quando foi autorizado a visitar sua mãe. A tensão, que parecia ter sido atenuada por um pedido de desculpas de Toffoli em 2022, agravou-se recentemente devido a divergências sobre a condução do Caso Banco Master. A declaração de Lula evidencia o desgaste na interlocução entre o Palácio do Planalto e o Judiciário, em um momento sensível de campanha eleitoral, refletindo a fragilidade das relações institucionais entre os dois poderes.
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