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Governo remove Marcola de conselho após investigações sobre empréstimos

O ex-chefe de gabinete de Lula foi retirado da Terracap em meio a investigações da PF sobre transações financeiras com empresária investigada por fraudes.

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Foto: G1 Política
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06/08 às 10:45 · atualizado 19:03

Pontos principais

  • Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, foi removido do conselho de administração da estatal Terracap.
  • O governo justificou a saída afirmando que o cargo é restrito a servidores da administração federal, função que Marcola não exerce mais.
  • O ex-auxiliar é alvo de inquérito da Polícia Federal por receber R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger.
  • Luchsinger é investigada por suposto envolvimento em um esquema de fraudes no INSS.
  • A defesa de Marcola nega irregularidades e sustenta que os valores recebidos tratam-se de empréstimos pessoais já quitados.
  • Aliados do governo avaliam que o presidente Lula minimizou o desgaste político causado pelo caso em reuniões internas.
  • O caso ocorre em um momento de pressão política, com a oposição utilizando investigações contra o filho do presidente, Lulinha, como eixo de campanha.

O governo federal oficializou a saída de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, do conselho de administração da Terracap. A decisão ocorre em meio a investigações da Polícia Federal sobre transações financeiras envolvendo o ex-chefe de gabinete do presidente Lula e a empresária Roberta Luchsinger, que é alvo de apurações por fraudes no INSS. Segundo o Palácio do Planalto, a não recondução ao cargo, que rendia um complemento salarial de R$ 12,4 mil mensais, foi uma medida administrativa padrão, uma vez que Marcola deixou o serviço público federal. O ex-auxiliar nega qualquer ilicitude e afirma que os R$ 249 mil recebidos da lobista foram empréstimos pessoais.

A permanência de Marcola no centro das atenções gerou desconforto na base aliada. Relatos indicam que o presidente Lula teria minimizado o impacto político do caso durante reuniões com partidos aliados, postura que gerou críticas internas sobre a condução da crise. A situação é agravada pelo fato de que o governo enfrenta uma ofensiva da oposição, liderada pelo deputado Alfredo Gaspar, que busca associar o Planalto a escândalos previdenciários e às investigações que atingem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Enquanto a defesa de Lulinha refuta as acusações de tráfico de influência e enriquecimento ilícito, o governo tenta conter os danos políticos. O ministro Flávio Dino autorizou recentemente novos inquéritos contra o filho do presidente, intensificando o escrutínio sobre o núcleo próximo ao governo. O caso Marcola, ao cruzar com as investigações sobre o INSS, tornou-se um ponto focal de desgaste, forçando o Palácio do Planalto a adotar medidas de distanciamento para tentar isolar os efeitos das investigações sobre a gestão federal.

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