Nueva Pescanova cancela projeto da primeira fazenda de polvos do mundo
Após cinco anos de pressão de ativistas e entraves regulatórios, a empresa espanhola desistiu de criar polvos em cativeiro nas Ilhas Canárias.
Pontos principais
- O projeto de 65 milhões de euros foi encerrado após anos de protestos internacionais e batalhas judiciais.
- A senciência dos polvos e o impacto ambiental da aquicultura intensiva foram os principais argumentos dos críticos.
- A conscientização pública sobre a inteligência da espécie foi impulsionada por produções culturais como o documentário 'Professor Polvo'.
- Estados americanos como Washington e Califórnia já proibiram a prática, enquanto outros países debatem legislações restritivas.
A empresa espanhola Nueva Pescanova oficializou o cancelamento de seu projeto de 65 milhões de euros para a construção da primeira fazenda comercial de polvos do mundo, em Las Palmas. A decisão encerra cinco anos de intensos protestos de ambientalistas e cientistas, que apontavam a crueldade do confinamento de animais altamente inteligentes e solitários. A pressão pública foi amplificada pela repercussão de obras como o documentário 'Professor Polvo', que alterou a percepção social sobre a espécie.
Embora a companhia tenha citado motivos comerciais e regulatórios para a interrupção, o caso reflete uma tendência global de restrição à aquicultura intensiva de cefalópodes. Estados como Washington e Califórnia já implementaram proibições, e o debate legislativo avança em países como México e Chile. O desfecho é visto como um precedente importante para a ética animal na indústria alimentícia, estabelecendo novos padrões de sustentabilidade para o setor.
