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Nueva Pescanova cancela projeto da primeira fazenda de polvos do mundo

Após cinco anos de pressão de ativistas e entraves regulatórios, a empresa espanhola desistiu de criar polvos em cativeiro nas Ilhas Canárias.

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Foto: Época Negócios
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16/08 às 22:31, atualizado 17/08 às 08:45

Pontos principais

  • O projeto de 65 milhões de euros foi encerrado após anos de protestos internacionais e batalhas judiciais.
  • A senciência dos polvos e o impacto ambiental da aquicultura intensiva foram os principais argumentos dos críticos.
  • A conscientização pública sobre a inteligência da espécie foi impulsionada por produções culturais como o documentário 'Professor Polvo'.
  • Estados americanos como Washington e Califórnia já proibiram a prática, enquanto outros países debatem legislações restritivas.

A empresa espanhola Nueva Pescanova oficializou o cancelamento de seu projeto de 65 milhões de euros para a construção da primeira fazenda comercial de polvos do mundo, em Las Palmas. A decisão encerra cinco anos de intensos protestos de ambientalistas e cientistas, que apontavam a crueldade do confinamento de animais altamente inteligentes e solitários. A pressão pública foi amplificada pela repercussão de obras como o documentário 'Professor Polvo', que alterou a percepção social sobre a espécie.

Embora a companhia tenha citado motivos comerciais e regulatórios para a interrupção, o caso reflete uma tendência global de restrição à aquicultura intensiva de cefalópodes. Estados como Washington e Califórnia já implementaram proibições, e o debate legislativo avança em países como México e Chile. O desfecho é visto como um precedente importante para a ética animal na indústria alimentícia, estabelecendo novos padrões de sustentabilidade para o setor.

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