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Polícia Federal avança na segunda fase da Operação Sem Refino no Rio

Ação apura fraudes em licenças de combustíveis, sonegação fiscal e possíveis vínculos entre a empresa Refit e organizações criminosas.

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Foto: Polícia Federal — Últimas Notícias
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14/08 às 09:15 · atualizado 17:15

Pontos principais

  • A Polícia Federal cumpre 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro contra fraudes no setor de combustíveis.
  • Investigações analisam possíveis conexões entre a empresa Refit, agentes públicos e o crime organizado.
  • O empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit, é considerado foragido e alvo de difusão vermelha da Interpol.
  • A apuração foca em crimes de lavagem de dinheiro, corrupção na concessão de licenças e sonegação fiscal.

A segunda fase da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal, intensificou as investigações sobre um complexo esquema de irregularidades no mercado de combustíveis fluminense. Com o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão, a corporação busca desarticular uma rede suspeita de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e fraudes na obtenção de licenças de comercialização. O caso ganhou contornos mais graves com a suspeita de vínculos entre a empresa Refit e organizações criminosas, como o PCC, além de possíveis atos de corrupção envolvendo agentes públicos na facilitação de autorizações operacionais.

O empresário Ricardo Magro, dono da Refit, permanece foragido e teve seu nome incluído na difusão vermelha da Interpol. Especialistas apontam que o setor de combustíveis é particularmente vulnerável a atividades ilícitas devido à alta pulverização de pagamentos, o que facilita a ocultação de valores. As diligências atuais visam mapear a extensão dessa estrutura e confirmar a participação de agentes políticos no esquema, evidenciando o imbricamento entre interesses privados e atividades criminosas no estado do Rio de Janeiro.

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