Saques na poupança superam depósitos em R$ 7,15 bilhões em julho
A caderneta de poupança registrou o maior volume de saques desde março de 2026, elevando o saldo negativo acumulado no ano para R$ 46,5 bilhões.
Pontos principais
- O Banco Central informou que as retiradas superaram os depósitos em R$ 7,15 bilhões no mês de julho.
- O resultado negativo de julho é superior ao registrado no mesmo período de 2025, que foi de R$ 6,25 bilhões.
- No acumulado de 2026, a poupança apresenta uma saída líquida total de R$ 46,5 bilhões.
- O saldo total da caderneta de poupança encerrou o mês de julho em R$ 1,019 trilhão.
- A rentabilidade da poupança permanece atrelada à Taxa Selic, atualmente fixada em 14% ao ano.
A caderneta de poupança brasileira registrou uma saída líquida de R$ 7,15 bilhões em julho de 2026, marcando o maior volume de resgates mensais desde março deste ano. Os dados, divulgados pelo Banco Central, confirmam a continuidade de uma tendência de desinvestimento que tem impactado o saldo total da modalidade, que fechou o mês com R$ 1,019 trilhão sob custódia. O desempenho negativo de julho superou o registrado no mesmo mês de 2025, quando as retiradas líquidas somaram R$ 6,25 bilhões. Com esse resultado, o saldo acumulado de saídas líquidas em 2026 atingiu a marca de R$ 46,5 bilhões. Analistas do mercado financeiro apontam que a perda de atratividade da poupança frente a outros investimentos de renda fixa tem motivado a migração de recursos por parte dos investidores. A rentabilidade da caderneta segue vinculada à Taxa Selic, que se mantém em 14% ao ano, cenário que, aliado à necessidade de liquidez das famílias, tem pressionado o volume de saques recorrentes no sistema bancário nacional.
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