Poupança registra retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro
A caderneta de poupança teve uma saída líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro, impulsionada por gastos de início de ano e pela maior atratividade de outros investimentos devido à Selic alta.
Pontos principais
- As retiradas da poupança superaram os depósitos em R$ 23,5 bilhões em janeiro, conforme dados do Banco Central.
- O estoque total da poupança diminuiu de R$ 1,02 trilhão em dezembro para R$ 1 trilhão no final de janeiro.
- A evasão de valores em janeiro é um movimento recorrente, associado a despesas como matrículas, impostos e compras de Natal.
- A alta da taxa Selic, mantida em 15% ao ano pelo Copom, torna outros investimentos mais atrativos e desincentiva a poupança.
- A caderneta tem apresentado mais saques que depósitos nos últimos anos, com retiradas líquidas de R$ 87,8 bilhões em 2023 e R$ 15,5 bilhões em 2024.
A caderneta de poupança registrou uma retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro, marcando um movimento recorrente de início de ano, impulsionado por gastos sazonais como matrículas, impostos e compras de Natal. Os depósitos somaram R$ 331,23 bilhões, enquanto as retiradas atingiram R$ 354,74 bilhões no mês, resultando na queda do estoque total da poupança de R$ 1,02 trilhão para R$ 1 trilhão.
Além dos fatores sazonais, a baixa atratividade da poupança em comparação com outras aplicações tem contribuído para a evasão de recursos. Com a taxa Selic mantida em 15% ao ano pelo Copom, o rendimento limitado da poupança a 0,5% ao mês mais a TR a torna menos competitiva. O Banco Central, que busca controlar a inflação, confirmou que iniciará a redução dos juros na próxima reunião em março, mas manterá os níveis restritivos.
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