A caderneta de poupança brasileira registrou em abril o menor volume mensal de saques líquidos desde agosto de 2024, com retiradas superando os depósitos em R$ 476,4 milhões. Este resultado, divulgado pelo Banco Central em 8 de maio de 2026, marca o quarto mês consecutivo de desinvestimento na poupança, embora em um ritmo significativamente menor do que nos meses anteriores, que registraram saques líquidos bilionários. Em abril, os depósitos somaram R$ 362,201 bilhões e as retiradas R$ 362,677 bilhões.
Apesar da sequência de retiradas, a desaceleração observada em abril, somada aos rendimentos creditados de R$ 6,331 bilhões, permitiu que o saldo total da poupança retornasse à marca de R$ 1 trilhão, atingindo R$ 1,006 trilhão. No acumulado do ano, a poupança ainda apresenta um saque líquido de R$ 41,723 bilhões, com saques totais de R$ 1,432 trilhão e depósitos de R$ 1,390 trilhão de janeiro a abril de 2026. O rendimento total da poupança no mesmo período foi de R$ 25,221 bilhões. A manutenção da taxa Selic em patamares elevados é apontada como um dos motivos para os saques, incentivando a busca por investimentos com melhor rentabilidade ou a necessidade de cobrir despesas por parte dos poupadores. O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, apesar das tensões no Oriente Médio e expectativas de inflação.
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