Governo Milei recua em proposta de venda de terras após incêndios
O governo argentino retirou o capítulo da lei que permitiria a venda de áreas queimadas após pressão popular e falta de apoio no Senado.
Pontos principais
- O governo retirou da votação o trecho da 'Lei da Inviolabilidade da Propriedade Privada' sobre terras afetadas por incêndios.
- A proposta visava facilitar a especulação imobiliária, gerando críticas de ambientalistas sobre a proteção de ecossistemas.
- O Senado aprovou medidas que facilitam o despejo de inquilinos e impõem restrições a expropriações estatais.
- A sessão legislativa foi marcada por forte repressão policial contra manifestantes e profissionais de imprensa.
- Patricia Bullrich justificou o recuo como parte do processo democrático devido à falta de votos suficientes para a aprovação.
O governo do presidente Javier Milei retirou da votação no Senado o capítulo da 'Lei da Inviolabilidade da Propriedade Privada' que autorizaria a venda de terras atingidas por incêndios florestais. A medida, que enfrentou forte resistência popular e críticas de ambientalistas por incentivar a especulação imobiliária em áreas protegidas, foi removida após o governo constatar a falta de apoio necessário para sua aprovação. A líder do governo, Patricia Bullrich, classificou a decisão como parte do funcionamento democrático diante da resistência legislativa. Apesar do recuo, o Senado avançou com outros pontos da pauta, incluindo mudanças que facilitam o despejo de inquilinos e dificultam expropriações estatais. O clima na capital argentina foi tenso, com relatos de repressão policial contra manifestantes e jornalistas que acompanhavam a sessão no Congresso.
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