PGR classifica como precipitada busca contra Weverton Rocha
Procuradoria questiona mandados de busca contra o senador e o advogado Willer Tomaz na Operação Sem Desconto, mas ministro mantém decisão.
Pontos principais
- A PGR argumentou que a quebra de sigilo bancário e fiscal seria suficiente para a atual fase das investigações.
- O ministro André Mendonça, do STF, manteve a autorização para os mandados de busca e apreensão.
- A Operação Sem Desconto apura irregularidades em descontos realizados em aposentadorias e pensões do INSS.
- A Polícia Federal aponta o senador Weverton Rocha como figura ativa na gestão do grupo investigado.
- O advogado Willer Tomaz é suspeito de administrar a estrutura patrimonial do esquema criminoso.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou discordância em relação à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou mandados de busca e apreensão contra o senador Weverton Rocha e o advogado Willer Tomaz. Para o órgão ministerial, a medida foi considerada precipitada, sustentando que a quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados seria uma providência suficiente para o estágio atual das apurações. Apesar da posição da PGR, o ministro manteve a validade das ordens judiciais.
Os alvos são investigados no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários pagos pelo INSS. Segundo a Polícia Federal, o senador Weverton Rocha teria papel ativo na tomada de decisões do grupo, enquanto Willer Tomaz seria o responsável pela gestão da estrutura patrimonial utilizada para operacionalizar as supostas irregularidades.
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