PF adia depoimento de Augusto Lima em investigação sobre Banco Master
A Polícia Federal remarcou o depoimento do ex-sócio de Daniel Vorcaro, investigado por suposto tráfico de influência envolvendo o senador Jaques Wagner.
Pontos principais
- O depoimento de Augusto Ferreira Lima foi adiado a pedido da defesa, sem nova data definida.
- Lima é investigado na Operação Compliance Zero por suspeitas de fraudes em carteiras de crédito do Banco Master.
- A PF apura a relação entre o empresário e o senador Jaques Wagner, incluindo possíveis vantagens indevidas.
- Investigações apontam 74 ligações telefônicas entre o executivo e o parlamentar.
- A PGR manifestou-se anteriormente contra a apreensão de bens de luxo e buscas no gabinete de Wagner.
- O Ministério Público Federal considerou prematura a apreensão de valores antes da análise de provas documentais.
- Augusto Lima foi alvo de busca e apreensão na 9ª fase da operação, realizada em junho deste ano.
A Polícia Federal adiou o depoimento de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, no âmbito da Operação Compliance Zero. O empresário é peça-chave nas investigações que apuram supostas fraudes em carteiras de crédito do Banco Master e a existência de um esquema de tráfico de influência envolvendo o senador Jaques Wagner. A defesa de Lima solicitou o adiamento, e uma nova data para o interrogatório ainda não foi estabelecida pelas autoridades. O caso ganha relevância ao explorar a suposta atuação política do senador em favor dos interesses do banco no Congresso Nacional. Segundo apurações, existem registros de dezenas de contatos telefônicos entre o empresário e o parlamentar, além de suspeitas sobre o recebimento de vantagens indevidas, como imóveis e repasses financeiros. Paralelamente, o andamento da investigação tem sido marcado por divergências entre a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR posicionou-se contra pedidos da PF para realizar buscas no gabinete de Jaques Wagner e apreender bens de luxo, como relógios e dinheiro em espécie. O órgão ministerial argumentou que tais medidas seriam prematuras antes da análise aprofundada de provas eletrônicas e documentais, além de alertar para o risco de uma interferência indevida entre os Poderes da República.
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