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Funcionários da CPTM encerram greve após garantia de empregos em SP

Após dois dias de paralisação que afetou as linhas 11, 12 e 13, ferroviários retomam atividades com promessa de realocação pelo governo estadual.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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05/08 às 07:33 · atualizado 06/08 às 05:49

Pontos principais

  • A greve dos ferroviários da CPTM foi encerrada após assembleia sindical na quarta-feira.
  • O governo de São Paulo formalizou um projeto de lei para garantir a manutenção de 1.300 empregos.
  • Funcionários excedentes serão realocados para outros órgãos estaduais, como Metrô, Artesp e Arsesp.
  • A paralisação afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, impactando mais de 1 milhão de passageiros.
  • Durante os dois dias de greve, a capital paulista registrou cerca de 750 quilômetros de congestionamento.
  • A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos para mitigar os impactos no trânsito.
  • O sistema Paese foi acionado para atender os trechos paralisados durante o período de greve.
  • As linhas 11, 12 e 13 estão sob intervenção temporária da CPTM após falhas operacionais da concessionária Trívia Trens.
  • A categoria permanece em estado de greve para monitorar o cumprimento dos acordos firmados com o Estado.
  • A operação dos trens foi normalizada imediatamente após a decisão da assembleia.

Os trabalhadores da CPTM decidiram encerrar a greve que paralisou parcialmente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade durante dois dias. O fim do movimento ocorreu após o governo de São Paulo se comprometer com a manutenção dos empregos dos ferroviários, apresentando um projeto de lei que assegura a realocação de 1.300 funcionários para outros órgãos estaduais, como o Metrô e agências reguladoras. A medida visa garantir a estabilidade da categoria diante do processo de concessão das linhas para a iniciativa privada.

A paralisação gerou transtornos significativos na mobilidade urbana da Grande São Paulo, afetando mais de 1 milhão de passageiros e causando picos de até 750 quilômetros de congestionamento na capital. Para minimizar os impactos, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos e o sistema Paese de ônibus foi mobilizado para suprir a demanda nas regiões afetadas. Usuários relataram superlotação em outros modais de transporte e um aumento expressivo nos preços de corridas por aplicativos durante o período.

As linhas 11, 12 e 13, atualmente sob gestão da concessionária Trívia Trens, encontram-se sob intervenção temporária da CPTM por um período de 90 dias devido a falhas operacionais registradas anteriormente. Embora o movimento grevista tenha sido suspenso, a categoria informou que permanecerá em estado de greve para acompanhar de perto o cumprimento dos acordos firmados em audiência de conciliação. A normalização do serviço ferroviário foi concluída na quarta-feira, restabelecendo o fluxo regular de passageiros na rede metropolitana.

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