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CPTM acusa sindicato de descumprir decisão judicial sobre greve

A CPTM afirma que o sindicato mantém apenas 67% do efetivo nas linhas 11, 12 e 13, descumprindo a ordem judicial que exige 80% de operação no pico.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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04/08 às 14:34 · atualizado 06/08 às 05:49

Pontos principais

  • A CPTM alega que o sindicato opera abaixo dos 80% do efetivo exigidos pelo TRT para horários de pico.
  • A greve atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, afetando cerca de um milhão de passageiros.
  • Trabalhadores reivindicam garantias formais de emprego após a concessão das linhas à empresa Trivia.
  • O governo estadual classificou a paralisação como política e defende a continuidade da privatização.
  • A prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos para mitigar os impactos no trânsito da capital.
  • Uma nova assembleia da categoria está agendada para esta quarta-feira, dia 5 de agosto, às 17h.
  • O governo retomou temporariamente a operação das linhas por 90 dias após falhas da concessionária.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou que o sindicato da categoria não está cumprindo a determinação judicial que obriga a manutenção de 80% do efetivo durante os horários de pico. Segundo a estatal, apenas 67% dos funcionários estão operando, o que agrava os transtornos causados pela paralisação nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A greve, que afeta cerca de um milhão de passageiros diariamente, foi mantida pelos trabalhadores após assembleia realizada na sede da CUT, em protesto contra o processo de concessão das linhas à empresa TriviaTrens.

O movimento paredista gerou impactos severos na mobilidade urbana de São Paulo, resultando em congestionamentos recordes e na suspensão do rodízio veicular pela prefeitura. Enquanto o sindicato exige garantias formais de emprego para cerca de 2.300 a 4.000 trabalhadores e a reestatização do serviço, o governo estadual sustenta que o movimento possui motivação política e que os compromissos de realocação estão assegurados. Atualmente, o governo mantém a operação das linhas sob intervenção temporária de 90 dias devido a falhas operacionais registradas pela concessionária. Uma nova assembleia está prevista para esta quarta-feira, às 17h, para definir os próximos passos da paralisação.

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