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Greve na CPTM paralisa linhas 11, 12 e 13 em São Paulo

Funcionários da CPTM iniciaram greve contra a privatização das linhas 11, 12 e 13, causando impactos no trânsito e no transporte público da capital.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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04/08 às 02:16 · atualizado 06/08 às 05:49

Pontos principais

  • A paralisação atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, afetando cerca de 1 milhão de passageiros.
  • Trabalhadores exigem a reestatização das linhas e garantias de manutenção de até 4 mil postos de trabalho.
  • O governo estadual suspendeu a concessão à TriviaTrens por 90 dias após falhas operacionais graves, incluindo um incêndio.
  • O TRT da 2.ª Região determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico, sob pena de multa.
  • A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos e ativou o sistema Paese para mitigar os impactos.
  • O governador Tarcísio de Freitas classificou o movimento como político e reafirmou a defesa das privatizações no setor.
  • O congestionamento na capital paulista superou a marca de 2 mil quilômetros durante o período de greve.

Funcionários da CPTM iniciaram uma greve nesta terça-feira (4), afetando a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. O movimento reivindica o fim do processo de privatização das ferrovias e a garantia de emprego para milhares de trabalhadores. A paralisação ocorre em um momento de instabilidade na gestão dessas linhas, que tiveram a concessão à empresa TriviaTrens suspensa temporariamente pelo governo estadual por 90 dias, após a ocorrência de falhas operacionais graves, como interrupções de energia e um incêndio em um vagão. Enquanto o sindicato da categoria busca a reestatização definitiva, o governador Tarcísio de Freitas criticou a greve, classificando-a como uma ação de motivação política e reforçando seu compromisso com o modelo de concessões para a modernização do transporte metropolitano.

Para minimizar os transtornos causados à população, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos e acionou o sistema Paese, disponibilizando ônibus extras para atender os passageiros das linhas afetadas. Apesar das medidas de contingência, a capital registrou um congestionamento recorde de mais de 2 mil quilômetros, com relatos de superlotação em estações e pontos de ônibus. A Justiça do Trabalho determinou que 80% do efetivo ferroviário deveria ser mantido durante os horários de pico, sob risco de multa diária, mas o cumprimento da ordem tem sido parcial, mantendo o sistema de transporte sob forte pressão ao longo do dia.

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