Pesquisa Quaest aponta redução da vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro
Levantamento mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 30% das intenções de voto no primeiro turno, com a distância entre os candidatos caindo para cinco pontos no segundo turno.
Pontos principais
- Lula lidera o primeiro turno com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 30%.
- No cenário de segundo turno, a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro encolheu de oito para cinco pontos percentuais.
- A pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto.
- O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
- A aprovação do governo Lula permanece estável em 48%, enquanto a desaprovação registra 47%.
- Especialistas atribuem a recuperação de Flávio Bolsonaro à reorganização da direita e à percepção de excessos judiciais contra o candidato.
- A resposta do governo brasileiro ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos é apontada como um fator de desgaste para a imagem de Lula.
- Programas governamentais como o Desenrola 2.0 perderam capacidade de gerar ganhos políticos significativos para o governo.
- O mercado financeiro reagiu à pesquisa com queda de 0,32% no dólar, refletindo a maior competitividade na disputa presidencial.
- Cerca de 69% dos entrevistados afirmam que a escolha do voto para presidente já está consolidada.
A corrida presidencial de 2026 apresenta um cenário de maior competitividade, segundo a nova rodada da pesquisa Genial/Quaest. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança no primeiro turno com 39% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, que alcançou 30%. O dado mais relevante do levantamento é a redução da distância entre os dois candidatos em um eventual segundo turno, onde a vantagem de Lula caiu de oito para cinco pontos percentuais em comparação à rodada anterior de julho. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06591/2026.
A análise do diretor da Quaest, Felipe Nunes, indica que a recuperação de Flávio Bolsonaro é impulsionada por uma reorganização do eleitorado de direita e por uma percepção pública de que houve exagero em restrições judiciais impostas ao senador, como a proibição de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Paralelamente, a imagem do governo Lula enfrenta desafios. A avaliação positiva de programas econômicos, como o Desenrola 2.0 e a isenção do Imposto de Renda, perdeu fôlego, enquanto 43% dos eleitores desaprovam a forma como o governo tem respondido ao recente tarifaço imposto pelos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump.
O impacto político desses números também reverberou no mercado financeiro. O dólar à vista fechou em queda de 0,32%, cotado a R$ 5,116, movimento que analistas associam à diminuição da diferença nas pesquisas eleitorais e à expectativa pela decisão do Copom sobre a taxa Selic. Apesar da liderança, o governo Lula enfrenta um cenário de polarização, com a aprovação e desaprovação estagnadas em um empate técnico, configurando um ambiente eleitoral onde a maioria do eleitorado, cerca de 69%, já declara ter sua escolha consolidada para o pleito.
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