Lula lidera corrida presidencial com 39% e Flávio Bolsonaro tem 30%
Pesquisa Quaest aponta redução da vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro para 9 pontos no primeiro turno e 5 pontos em um eventual segundo turno.
Pontos principais
- Lula registra 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 30%.
- No cenário de segundo turno, Lula mantém a liderança com 44% contra 39% de Flávio Bolsonaro.
- A vantagem do atual presidente sobre o candidato do PL caiu de 12 para 9 pontos no primeiro turno em relação a julho.
- A aprovação do governo Lula permanece estável em 48%, enquanto a desaprovação atinge 47%.
- A reconciliação pública entre Flávio e Michelle Bolsonaro foi avaliada positivamente por 59% dos eleitores.
- A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 31 de julho e 3 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais.
- O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06591/2026.
A corrida presidencial de 2026 apresenta um cenário de maior competitividade, conforme revelado pela nova pesquisa Genial/Quaest. O levantamento indica que o presidente Lula mantém a liderança na disputa, com 39% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, que atingiu 30%. A diferença entre os dois candidatos, que era de 12 pontos percentuais no mês anterior, reduziu-se para 9 pontos, sinalizando uma reação do candidato da oposição. Em um eventual segundo turno, a vantagem de Lula também encolheu, passando de oito para cinco pontos percentuais, com o petista registrando 44% contra 39% de Flávio Bolsonaro.
Analistas atribuem a recuperação de Flávio Bolsonaro a uma reorganização estratégica do eleitorado de direita e à reconciliação pública com Michelle Bolsonaro, movimento que obteve aprovação de 59% dos entrevistados. Além disso, a percepção negativa sobre a proibição de visitas a Jair Bolsonaro, determinada pelo STF, também influenciou a base eleitoral, com 52% dos consultados considerando a medida incorreta. Paralelamente, o governo federal enfrenta desafios na manutenção de sua popularidade, com a avaliação positiva e negativa empatadas em 36% e a desaprovação geral do governo em 47%.
O cenário econômico também reflete na disputa, com especialistas apontando que programas como o Desenrola 2.0 e a isenção do Imposto de Renda perderam o fôlego inicial como motores de ganho político. O impacto do tarifaço imposto pelos Estados Unidos à economia brasileira também tem gerado desgaste na avaliação da gestão atual. Com 55% dos entrevistados acreditando que o país segue na direção errada, a polarização permanece como o eixo central da eleição, enquanto outros nomes como Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema buscam espaço em um cenário ainda dominado pelos dois principais polos.
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