CEO do Itaú nega conivência de bancos no caso Americanas
Milton Maluhy refutou acusações de participação do Itaú na fraude da varejista, apontando que o banco foi uma das vítimas do prejuízo bilionário.
Pontos principais
- Milton Maluhy classificou o caso Americanas como uma das maiores fraudes já registradas no Brasil.
- O executivo afirmou ser ilógico responsabilizar bancos que também sofreram perdas financeiras significativas.
- O Itaú declarou ter reduzido sua exposição à varejista antes da revelação pública do escândalo contábil.
- A declaração foi feita durante a apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre do banco.
O CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, refutou publicamente qualquer tese de conivência da instituição com as irregularidades contábeis que levaram ao colapso da Americanas. Durante a divulgação dos resultados do segundo trimestre, o executivo argumentou que o sistema financeiro foi, na verdade, uma das principais vítimas do esquema, acumulando prejuízos bilionários decorrentes da fraude. Para Maluhy, a ideia de que os bancos teriam participado das manobras é ilógica, dado que o saldo final das operações com a varejista resultou em perdas diretas para as instituições financeiras. O executivo reforçou que o Itaú, especificamente, já havia adotado uma postura de redução de exposição ao risco da empresa antes mesmo de o escândalo vir a público. O posicionamento do banco busca esclarecer sua posição diante das investigações em curso sobre o caso, que segue sendo um dos maiores episódios de crise corporativa no mercado brasileiro. A fala de Maluhy sublinha a tentativa do setor bancário de se distanciar das responsabilidades pelas inconsistências financeiras encontradas nos balanços da varejista, reiterando que os bancos foram lesados pelo esquema.
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