Juíza aponta indícios de que acionistas da Americanas sabiam de fraudes
Magistrada autorizou medidas cautelares contra Sicupira e Paulo Lemann, citando conhecimento sobre as irregularidades contábeis na rede varejista.
Pontos principais
- A decisão foi proferida na segunda fase da Operação Disclosure, que investiga fraudes na Americanas.
- A juíza Giovana Teixeira Brantes Calmon autorizou mandados de busca e apreensão contra Carlos Alberto Sicupira, Paulo Alberto Lemann e Eduardo Saggiorno Garcia.
- A investigação apura o uso de operações de risco sacado e contratos de VPC para manipular os resultados financeiros da empresa.
- O Ministério Público Federal havia se posicionado contra as medidas, argumentando insuficiência de provas sobre a participação dos acionistas.
- A defesa dos empresários nega as acusações e sustenta que eles foram enganados pela antiga diretoria da companhia.
A Justiça Federal autorizou novas medidas cautelares contra acionistas de referência da Americanas no âmbito da Operação Disclosure. A juíza Giovana Teixeira Brantes Calmon determinou a realização de buscas e apreensões contra Carlos Alberto Sicupira, Paulo Alberto Lemann e Eduardo Saggiorno Garcia, sob o entendimento de que, em esquemas de alta complexidade, a ausência de provas documentais diretas não exime a responsabilidade dos controladores. O caso investiga como a manipulação de resultados, por meio de contratos de Verba de Propaganda Cooperada (VPC) e operações de risco sacado, ocultou o rombo bilionário na varejista. Embora o Ministério Público Federal tenha se manifestado contrariamente às diligências por falta de indícios, a magistrada reforçou a necessidade de aprofundar a apuração sobre o conhecimento dos envolvidos. A defesa dos empresários nega qualquer participação nas irregularidades, alegando que os acionistas também foram vítimas da gestão anterior.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
