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Gravidez na adolescência limita autonomia e estudos de jovens no Brasil

Estudo da Plan Brasil aponta que a gestação precoce interrompe a trajetória educacional e reduz drasticamente as oportunidades profissionais de meninas.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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04/08 às 15:03

Pontos principais

  • 61% das jovens entrevistadas abandonaram os estudos após a gravidez.
  • 83% das participantes relataram perda de oportunidades de trabalho para cuidar dos filhos.
  • 73% das jovens sofreram discriminação em ambientes familiares, escolares ou de saúde.
  • 59% das jovens que engravidaram antes dos 19 anos entraram em união estável ou casamento logo após a gestação.
  • Metade das meninas que engravidaram antes dos 14 anos não teve acesso à interrupção legal da gestação.

Uma pesquisa realizada pela organização Plan Brasil revela que a gravidez na infância e na adolescência gera impactos profundos e duradouros na vida das jovens brasileiras. O levantamento destaca que a maternidade precoce atua como um obstáculo significativo à autonomia, forçando a interrupção dos estudos e limitando o acesso ao mercado de trabalho. Além das barreiras estruturais, o relatório aponta um alto índice de discriminação enfrentado por essas jovens em diversos contextos sociais, incluindo o familiar e o escolar. A situação é agravada pela falta de suporte adequado, visto que muitas não acessam direitos básicos previstos em lei. Especialistas reforçam que o cenário exige políticas públicas integradas, que priorizem a educação sexual, o acesso facilitado a métodos contraceptivos e a ampliação da rede de creches para garantir o desenvolvimento dessas jovens.

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