Estudo do Unicef aponta causas para altas taxas de cesarianas no Brasil
Fatores sociais, estruturais e falta de rede de apoio impulsionam a escolha pela cesárea, que supera 60% dos nascimentos no país.
Pontos principais
- O Brasil registra taxas de cesarianas acima de 60%, muito acima do limite de 15% recomendado pela OMS.
- A ausência de rede de apoio e a necessidade de recuperação rápida levam mulheres do SUS a optarem pela cirurgia.
- O medo da dor e relatos negativos sobre o parto normal influenciam a decisão das gestantes.
- A falta de acesso à analgesia no SUS e a desinformação sobre métodos contraceptivos são barreiras estruturais identificadas.
- O Unicef defende a qualificação do pré-natal e o fortalecimento de políticas de parto humanizado.
Um estudo recente do Unicef revela que a prevalência de cesarianas no Brasil, que ultrapassa 60% dos nascimentos, é impulsionada por uma complexa rede de fatores sociais e estruturais. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece um patamar ideal de 15%, o cenário brasileiro reflete desigualdades no acesso à saúde e a falta de suporte adequado para o parto normal. Entre os motivos apontados, destacam-se o medo da dor, a influência de experiências familiares negativas e a necessidade urgente de recuperação pós-parto por mulheres que não possuem rede de apoio. A pesquisa destaca que a carência de analgesia no sistema público e a desinformação sobre métodos contraceptivos, como o DIU, agravam o quadro. Para reverter essa tendência, o Unicef recomenda a qualificação do pré-natal e a implementação de políticas públicas voltadas ao parto humanizado.
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