CNJ acaba com aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes
O Conselho Nacional de Justiça substituiu a aposentadoria compulsória pela demissão como penalidade disciplinar máxima para magistrados em casos graves.
Pontos principais
- A decisão foi aprovada por unanimidade pelo plenário do CNJ.
- A medida extingue a aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais como sanção disciplinar.
- A demissão passa a ser a punição máxima para infrações graves, como venda de sentenças e assédio.
- O processo de perda do cargo envolverá o afastamento do magistrado e a proposição de ação pela AGU ao STF.
- A mudança alinha o órgão ao entendimento recente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.
- A regra se aplica a processos em curso, exceto aqueles que já transitaram em julgado.
- Nos últimos 20 anos, 126 magistrados foram punidos com a aposentadoria compulsória pelo conselho.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, por unanimidade, o fim da aposentadoria compulsória como penalidade disciplinar máxima para magistrados brasileiros. A medida altera a aplicação histórica da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e estabelece a demissão como a sanção mais severa para infrações graves, como o envolvimento em venda de sentenças ou casos de assédio. A decisão visa endurecer o regime de punições dentro do Poder Judiciário, atendendo a um entendimento consolidado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Sob as novas regras, o processo para a perda definitiva do cargo envolverá o afastamento imediato do juiz e a necessidade de homologação pelo CNJ. Após a confirmação, a Advocacia-Geral da União (AGU) terá um prazo de 30 dias para ajuizar a ação de perda de cargo perante o STF. A mudança, que preserva as garantias constitucionais do devido processo legal, reflete interpretações sobre a Reforma da Previdência de 2019 e busca eliminar a percepção de que a aposentadoria compulsória funcionava como um benefício remunerado para magistrados punidos por faltas graves.
Comentários
Carregando comentários...
