Auditoria da CGU aponta que emendas parlamentares são 25% mais caras
Relatório enviado ao STF indica que fragmentação de gastos em emendas parlamentares reduz a transparência e eleva custos de compras públicas.
Pontos principais
- Auditoria analisou mais de 3 mil registros de compras de maquinário pesado em todo o Brasil.
- A fragmentação das aquisições torna os processos menos eficientes e onera os cofres públicos.
- Documento foi entregue ao gabinete do ministro Flávio Dino para subsidiar debates sobre o Orçamento Secreto.
- CGU estima que a centralização de compras em ministérios federais poderia gerar economia de até 25%.
Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou que as emendas parlamentares, especialmente as do tipo PIX, comprometem a eficiência e a transparência das compras públicas. O estudo, que analisou mais de 3 mil registros de aquisições de maquinário pesado, aponta que a descentralização dos gastos impede a economia de escala, tornando os produtos até 25% mais caros para o erário. O relatório foi encaminhado ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), como parte das discussões em curso sobre o modelo de execução do Orçamento Secreto. O órgão ressalta que o foco da análise é a otimização dos recursos públicos, sugerindo que a centralização das compras nos ministérios federais seria uma alternativa mais econômica e transparente para a administração pública brasileira.
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