STJ julga nesta quinta-feira possível demissão do ministro Marco Buzzi
O tribunal decide se aplicará a demissão ou aposentadoria compulsória ao ministro, afastado por acusações de assédio sexual e injúria.
Pontos principais
- O ministro Marco Buzzi está afastado de suas funções no STJ desde fevereiro de 2025.
- A Procuradoria-Geral da República defende a aplicação de sanção administrativa contra o magistrado.
- O julgamento discute se a aposentadoria compulsória ainda é uma punição válida após a reforma da Previdência de 2019.
- A defesa de Buzzi nega as irregularidades e alega a existência de um conluio contra o ministro.
- Este é o primeiro caso na história do tribunal em que se delibera sobre a demissão de um de seus integrantes.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) realiza nesta quinta-feira o julgamento que definirá o futuro do ministro Marco Buzzi, afastado desde fevereiro devido a denúncias de assédio sexual e injúria. O caso é considerado um marco para a Corte, sendo a primeira vez que o colegiado avalia a possibilidade de demissão de um de seus membros em vez da tradicional aposentadoria compulsória. A discussão jurídica central gira em torno da validade da aposentadoria como sanção administrativa após as alterações trazidas pela reforma da Previdência de 2019. Enquanto a Procuradoria-Geral da República sustenta a necessidade de punição, a defesa de Buzzi contesta as acusações, alegando que o magistrado é alvo de um conluio e apresentando laudos médicos para sustentar seus argumentos. A decisão final estabelecerá um precedente importante sobre a responsabilidade disciplinar de magistrados no Brasil.
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