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Zanin autoriza investigação contra ministros do STJ por venda de sentenças

O ministro do STF autorizou a Polícia Federal a investigar Marco Buzzi e Paulo Dias de Moura Ribeiro por suspeitas de corrupção no tribunal.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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24/07 às 09:45 · atualizado 18:02

Pontos principais

  • A decisão de Cristiano Zanin atende a um pedido da Polícia Federal no âmbito da Operação Sisamnes.
  • A investigação apura a existência de uma organização criminosa que teria atuado no STJ entre 2019 e 2023.
  • Marco Buzzi já estava afastado de suas funções no tribunal devido a um processo por assédio sexual.
  • A PGR já havia denunciado nove pessoas, incluindo lobistas e ex-servidores, por crimes relacionados ao esquema.
  • As defesas dos ministros negam irregularidades ou afirmam desconhecer o teor das investigações.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de uma investigação formal da Polícia Federal contra os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi e Paulo Dias de Moura Ribeiro. A medida ocorre no desdobramento da Operação Sisamnes, que apura um esquema de venda de sentenças e corrupção envolvendo magistrados e servidores do tribunal superior entre os anos de 2019 e 2023. A autorização judicial permite que a PF utilize ferramentas mais robustas para a coleta de provas sobre a suposta negociação de decisões judiciais.

O caso ganha relevância por atingir diretamente a cúpula do Judiciário. Marco Buzzi, um dos alvos, já enfrentava um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) no STJ por acusações de importunação e assédio sexual, estando atualmente afastado de suas funções. Em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia apresentado denúncia contra nove pessoas, entre lobistas e ex-servidores, por crimes como organização criminosa, corrupção e violação de sigilo. Enquanto a defesa de Buzzi sustenta que ele não tem conhecimento da nova investigação e que possui impedimentos legais para julgar processos de familiares, o ministro Moura Ribeiro afirmou desconhecer qualquer apuração sobre suas decisões.

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