Marco Buzzi, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi afastado cautelarmente em fevereiro de 2026 após denúncias de importunação sexual, que resultaram na abertura de sindicâncias no STJ e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além de uma investigação criminal sigilosa no Supremo Tribunal Federal (STF). Paralelamente, seus vencimentos de 2025, que ultrapassaram o teto constitucional devido a "penduricalhos", também se tornaram alvo de controvérsia. Atualmente, Buzzi permanece afastado e sob investigação, com sua vaga no STJ ocupada temporariamente pelo desembargador Luís Carlos Balbino Gambogi.
Marco Buzzi é um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que se tornou alvo de denúncias de importunação sexual em fevereiro de 2026. As acusações levaram à abertura de sindicâncias e reclamações disciplinares no STJ e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), resultando em seu afastamento cautelar do cargo pelo próprio STJ. Além das denúncias, seus vencimentos em 2025, que incluíram valores brutos significativos acima do teto constitucional devido a "penduricalhos", também se tornaram objeto de controvérsia e investigação. Sua vaga no STJ foi temporariamente assumida pelo desembargador Luís Carlos Balbino Gambogi.
Em fevereiro de 2026, o ministro Marco Buzzi, de 68 anos, foi acusado de importunação sexual. A primeira denúncia, recebida pelo CNJ, partiu de uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro. Ela alegou que Buzzi tentou agarrá-la durante um banho de mar em Balneário Camboriú, Santa Catarina, no mês anterior, enquanto passavam férias juntos.
Diante dessa acusação, o STJ abriu uma sindicância para investigar o caso em 4 de fevereiro de 2026 e, no início de fevereiro, afastou cautelarmente o ministro. Pouco depois, Buzzi apresentou um atestado médico e se afastou de suas funções. Em 9 de fevereiro de 2026, o CNJ confirmou o recebimento de uma nova denúncia de importunação sexual contra o ministro. A suposta vítima foi ouvida pela corregedoria-nacional de Justiça, que abriu uma nova reclamação disciplinar. Ambos os procedimentos estão sob segredo de Justiça. A defesa de Marco Buzzi negou as acusações, afirmando que o ministro não cometeu qualquer ato impróprio e que as provas serão apresentadas nos procedimentos instaurados. Em mensagem enviada a colegas do STJ, Buzzi declarou: “Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura”.
Em 23 de fevereiro de 2026, o desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), Luís Carlos Balbino Gambogi, assumiu temporariamente a vaga de Buzzi no STJ. Gambogi, formado em Direito pela PUC-MG e com mestrado e doutorado em filosofia pela UFMG, foi deputado estadual constituinte por Minas Gerais entre 1987 e 1991 e empossado desembargador do TJ-MG em 2013, por meio do quinto constitucional da advocacia. Ele passará a integrar a Segunda Seção e a Quarta Turma do STJ, colegiados responsáveis pelo julgamento de processos de Direito Privado.
Simultaneamente às investigações sobre as denúncias de importunação sexual, os vencimentos de Marco Buzzi em 2025 vieram à tona, revelando que ele recebeu R$ 751 mil brutos no último quadrimestre do ano, com valores líquidos frequentemente acima do teto constitucional de R$ 46.366,19. Esses valores foram inflacionados por "direitos eventuais", como bônus natalinos, terço de férias, acúmulo de função e pagamentos retroativos. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicou que verbas retroativas foram o principal fator para esses altos rendimentos, especialmente entre setembro e dezembro de 2025. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 5 de fevereiro de 2026, determinou a suspensão de "penduricalhos" não previstos em lei nos três Poderes, o que gerou debate e a solicitação de entidades de magistrados para participar da ação.
Buzzi permanece afastado e sob investigação criminal sigilosa no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Nunes Marques, devido ao seu foro por prerrogativa de função. A pena máxima em caso de condenação administrativa é a aposentadoria compulsória, com proventos proporcionais ao seu tempo de serviço, estimados em cerca de R$ 44 mil. Em 6 de março de 2026, o STJ prorrogou o prazo para a conclusão da sindicância interna sobre o caso para 14 de abril de 2026.