Flávio Bolsonaro e Romeu Zema têm até quarta para definir vices
Candidatos à Presidência enfrentam prazo final das convenções partidárias para oficializar chapas, sob risco de precisarem recorrer a composições puro-sangue.
Pontos principais
- O prazo limite para a realização das convenções partidárias e a definição dos nomes para a vice-presidência encerra-se na próxima quarta-feira (5).
- Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) são os únicos presidenciáveis que ainda não oficializaram seus respectivos vices.
- A senadora Tereza Cristina (PP) ainda busca reverter a neutralidade de seu partido para compor a chapa de Flávio, embora admita que as chances diminuíram.
- O Republicanos, outro partido sondado pelo PL, confirmou que a maioria de seus diretórios estaduais optou pela neutralidade na disputa nacional.
- Caso não alcancem acordos com legendas aliadas até o fim do prazo, PL e Novo deverão indicar nomes internos, formando chapas puro-sangue.
- Após a definição nas convenções, os partidos terão até o dia 15 de agosto para realizar o registro oficial das candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral.
A corrida eleitoral de 2026 entra em sua fase decisiva com Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) sob pressão para definir seus vices até a próxima quarta-feira (5). O encerramento das convenções partidárias marca o limite legal para que as legendas oficializem suas chapas, um processo que tem se mostrado complexo devido à postura de neutralidade adotada por diversos partidos de centro, que têm dificultado a formação de alianças nacionais robustas.
No caso de Flávio Bolsonaro, a busca por um nome de peso enfrenta obstáculos significativos. O Progressistas (PP), que contava com a senadora Tereza Cristina como possível vice, optou pela neutralidade após consulta aos diretórios estaduais. Embora a parlamentar ainda mantenha esperanças de reverter o cenário, a cúpula do partido considera a decisão consolidada. Paralelamente, o Republicanos também comunicou que a maioria de seus diretórios prefere não se alinhar formalmente a nenhuma candidatura presidencial, mantendo apenas apoios regionais estratégicos.
Diante da dificuldade em atrair aliados, o PL e o Novo avaliam alternativas internas para evitar o isolamento. Se as negociações não avançarem nos próximos dias, a tendência é que ambos os candidatos sigam com chapas puro-sangue, utilizando nomes de dentro de suas próprias estruturas partidárias. A definição é crucial, pois, após o fechamento das convenções, o foco das campanhas migrará para o registro oficial junto ao Tribunal Superior Eleitoral, que deve ocorrer até o dia 15 de agosto, preparando o terreno para o início formal da propaganda eleitoral e dos debates televisivos.
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