PP oficializa neutralidade e barra Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro
O Partido Progressistas decidiu não apoiar nenhum candidato à presidência em 2026, frustrando a tentativa de aliança formal entre a senadora Tereza Cristina e o pré-candidato Flávio Bolsonaro.
Pontos principais
- A direção nacional do PP confirmou a neutralidade após consulta aos diretórios estaduais.
- A senadora Tereza Cristina, que havia aceitado o convite para a vice, declarou que acatará a decisão do partido.
- A decisão encerra as negociações para uma aliança formal entre o PP e o PL na disputa pelo Palácio do Planalto.
- Flávio Bolsonaro agora busca novos nomes para a vice, com especulações sobre integrantes do Republicanos e do próprio PL.
- A cúpula do PP, liderada por Ciro Nogueira, optou por manter independência no pleito nacional.
- O governo Lula atuou nos bastidores para evitar que a federação PP-União Brasil formalizasse apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
- O prazo final para a definição das coligações partidárias para as eleições de 2026 é 5 de agosto.
O Partido Progressistas (PP) oficializou nesta semana sua decisão de manter neutralidade nas eleições presidenciais de 2026. A medida, tomada após consulta aos diretórios estaduais e ratificada pela cúpula da legenda, encerra as articulações que visavam a composição de uma chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), tendo a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como vice. Embora a parlamentar tenha confirmado o recebimento do convite e a disposição em aceitá-lo, ela afirmou publicamente que respeitará a orientação partidária, descartando qualquer movimento de dissidência que pudesse viabilizar a aliança contra a vontade da direção nacional.
A decisão representa um revés estratégico para a campanha de Flávio Bolsonaro, que buscava consolidar o apoio de partidos de centro para fortalecer sua candidatura. A tentativa de revisão da neutralidade, defendida por alas do partido mais alinhadas ao PL, foi derrotada por ser minoritária dentro da estrutura do Progressistas. O cenário reflete a complexidade das negociações políticas em curso, onde o governo Lula também atuou nos bastidores para evitar que a federação PP-União Brasil se somasse formalmente ao projeto eleitoral do PL.
Diante do impasse, o pré-candidato do PL já iniciou novas rodadas de conversas com outras legendas, com destaque para o Republicanos, na tentativa de definir um nome para a vice-presidência. Além de nomes como Priscila Costa e Júlia Zanatta, o círculo próximo ao senador também avalia perfis técnicos, como o da administradora Daniella Marques. Com o prazo para a definição das coligações marcado para o dia 5 de agosto, a campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta agora o desafio de reestruturar suas alianças sem o suporte formal do PP, mantendo o foco em ampliar sua base de sustentação para o pleito nacional.
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